É da parte de quem?

O mundo corporativo é realmente muito curioso, diariamente me sinto vivendo naquele episódio do Chaves onde o Sr. Barriga, Prof Girafales e Sr. Madruga perguntam ao Kiko onde está a mãe dele e, para levar o recado até ela, ele pergunta “É da parte de quem?”...

Nesse episódio os personagens se irritam, afinal, é obvio que se estão pedindo para falar com ela é porque é da parte deles, mas o Kiko com aquela inocência toda não vê problema em perguntar e, inclusive, sente a necessidade de entender para passar bem o recado.

Pois bem, no mundo corporativo há muitos Kikos também, e a diferença está no que os motiva a fazer a big question aí de cima: a importância de quem está querendo a ação. Sim, nossos Kikos precisam entender bem quem está mandando para só assim executar o que foi pedido, caso não a resposta é bem alá Chaves: Ela mandou dizer que não está.

E ficamos com a típica cara de bestas pensando se arrumamos um nome para amparar nosso pedido ou se tentamos comprar uma bola quadrada para oferecer aos nossos Kikos. Pois é, pois é, pois é ... mas o cenário também tem o outro lado, temos também uma infinidade de Sr Barriga, Sr. Madruga e Prof Girafales e eles adoram dizer quem são, porque são e como precisam ter mais prioridade devido a todo peso da sua figura . No mundo corporativo eles não se irritam com a pergunta do Kiko, muito pelo contrário, eles já chegam mostrando o cartão para não haver dúvidas: É pra fazer o que estou, muito gentilmente, pedindo.

E adivinha? Nesse momento pessoas como eu – e espero que como você - ficam se perguntando: mas porque enfatizar isso? Eu faria pra você como faria para o amigo ali que dorme dentro do Barril.

Enfim, de episódio a episódio a gente vai aprendendo a conviver com as famosas “ carteiradas” — esse, inclusive, é o nome desse episodio recorrente nosso- e se possível, entre uma e outra, a gente tira boas gargalhadas e importantes aprendizados. Afinal, se a Turma do Chaves é engraçada lá na telinha, quando damos de cara com ela nos corredores da “firma” a coisa se torna ainda mais incomum.

E, sinceramente? Se você passa por isso nãosiirrite, tem pessoas que simplesmente não conseguem mobilizar outras sem precisar citar seu nome ou de alguém muito próximo, assim como há pessoas que não conseguem se mobilizar sem tudo isso.

A lição que tiro sempre desses casos é: se você não for nenhum desses dois tipos corporativos sinta-se privilegiado(a), você tem um dom de mobilização nato. Se for, diga a você mesmo agora: “ Foi sem querer querendo”.

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