CocoaHeads Conference 2016

O primeiro evento nacional dos cabeças de cacau

Nesse post não irei falar de assuntos técnicos como venho escrevendo.

Irei apenas dissertar e colocar a minha opinião sobre o que vi e vivi em dois dias de evento.

Na sexta feira dia 02/12 e no sábado dia 03/12, na sede do Mercado livre, na Melicidade em Osasco, acontecia o primeiro evento nacional do CocoaHeads Br.

Vou começar falando justamente da Melicidade.

O Local

A sede do Mercado livre fica em Osasco, perto da estação de trem Presidente Altino, na Av das Nações Unidas, 3003.

Lá dentro é outro mundo, lugar muito bonito, com cadeiras e redes para se acomodar debaixo de árvores, refeitório e várias salas de reunião nas quais foram realizados os workshops.

refeitório e árvores com redes

Local muito bonito e confortável, digno do tamanho que é o Mercado Livre, mas lembra que eu disse que fica Osasco?

Nem todas as regiões de Osasco são ruins, mas a maioria é. kkk

Se você não é de São Paulo e não conhece essa região vou defini-la com a frase de uma pessoa que não é de São Paulo.

Porra, eu sou do Rio, e eu não andaria por aqui. (Calebe Emerick)

Se você tem carro o lugar é fácil de se chegar, mas agora se você não dispõem dessa comodidade, realmente dificulta um bocado para chegar no local. Porém mesmo com ruas estranhas e gente esquisita andei da estação até o local do evento.

E valeu muito a pena.

02/12 a Sexta

Em plena sexta da maldade estava sendo aberto o evento.

Nesse dia tivemos apenas alguns Talks muito legais, vou comentar apenas os que chamaram mais minha atenção.

Paulo Faria, criador da Zewo, falou sobre Concorrência e Paralelismo. Deu um show de conhecimento sobre como usar o Swift no lado do servidor.

Jonh Calistro, nos apresentou o Branch, um serviço para uso de Deep Links em mobile muito interessante, quebrando barreiras esse serviço mostra como pular de uma área externa para dentro do seu aplicativo, mantendo o contexto em que o usuário estava.

Se você costuma usar o Fabric em seus apps, olha a dica, o Branch já está vinculado com o Fabric, só procurar lá, fazer a sequência de instalação e pronto, seja feliz.

Isso é algo que pretendo com certeza aplicar nos aplicativos que trabalho.

03/12 Sábado dia dos workshops

O sábado começou cedo, às 8h abriram as inscrições para os workshops, porém a fila estava grande e eu cheguei um pouco mais tarde, então o dia mais cheio do evento não deixou nenhuma vaga disponível para eu poder me inscrever. O workshop do Igor Castañeda Ferreira sobre frameworks não estava disponível nem a fila de espera, isso porque abriram 2 sessões a mais do que estava planejado.

Então vi os talks que eram abertos para todos. Ai está um ponto onde tenho que parabenizar toda organização do evento. Os talks eram tão legais que não ter visto os workshops não foi uma perda grande

Mais uma vez, vou apontar apenas os talks que tiveram maior importância para mim.

Rodrigo Borges abriu o dia falando sobre Notificações no iOS 10, mostrou de forma simples como fazer notificações ampliadas e como tomar ações a partir dela.

Pretendo aplicar todo o conteúdo desse talk nos aplicativos que trabalho o mais breve possível.

Francesco Perroti veio em seguida abordando o tema de como criar um bom código, mostrou que enums são nossos amigos, que devemos usar protocolos e saber para que vamos usá-los protocolos, afinal se o cara pedir um pato que faz quack, na verdade ele pode estar querendo qualquer coisa que faça quack.

Ele também tirou o mito do 100% Crash-Free. Se seu app não está dando crash pode ser mais prejudicial do que se desse. Crash-Free não significa Bugs-Free. Depois desse talk sempre irei ponderar o uso do Crash.

Cynthia Zanoni da Microsoft… sim amigos da Microsoft, veio em seguida falar sobre a Azure e deixou todos aqueles que eram orfãos do Parse contentes novamente.

Bruno Bilescky, deu um show de conhecimento sobre Values Types, falou bastante sobre structs e valores imutáveis, como funcionam, e como trabalhar com eles. Esse conceito eu tenho dificuldade de compreensão, então por falta de conhecimento da minha parte, não sei bem como discutir e comentar esse tema, foi mal galera.

Ufa, depois de tanta coisa deu fome, então hora do almoço.

Agora to com fome e quero comer!

Esse tópico é bem rápido. Será apenas para agradecer a produção mais uma coisa.

O almoço era pago, porem a produção do evento subsidiou uma parte, tivemos que pagar apenas R$8.00 para comer.

Comida muito bem preparada, com direito a sobremesa e a melhor parte, a vontade. Mas como estou tentando perder barriga o fato de ser a vontade não mudou muito para mim. kkk

Depois de satisfeitos vamos voltar para o que interessa.

Voltando do almoço, explodindo cabeças

Na volta do almoço foi a vez do Marcelo Fabri, o garoto que odeia selfies, veio em seguida falar de geração de código. Nos contou da sua experiência na criação de um gerador de código próprio para seu projeto, que tem 260 e tantos models com uma API que é modificada toda semana.

Mostrou que geração de código mesmo usando uma API como swiftgen pode ser valioso para economizar tempo de produção.

Fernando Bunn, em seguida falou sobre LLDB, aquele nosso amigo que aparece normalmente quando damos um build and run no projeto do Xcode.

Mostrou como usar de verdade um breakpoint, usando expressões no LLDB para conferir valores e debugar o projeto, reduzindo os prints ou NSLogs que sempre esquecemos no meio código e diminuindo muito a quantidade de build and runs que fazemos no nosso dia. Para surpresa dele mesmo esse conteúdo parecia ser de pouco conhecimento da maioria dos participantes.

Diogo Tridapalli, mostrou seu app MyWeight, que aliás é open source, com o intuito de mostrar a prática e a arquitetura escolhida para o projeto.

A arquitetura mostrada me chamou muito atenção, para mim é uma evolução do MVVM e a ideia é ótima para ser aplicada em projetos que não usam storyboard.

A ideia principal é que tenha uma nova camada na qual ele chama de Coordinators.

Os Coordinators tem por responsabilidade o controle de fluxos, tirando do ViewController códigos como self.navigationController.pushViewControllers.

Outra vantagem seria colocar fluxos como por exemplo, um fluxo de telas para cadastro ou login em qualquer lugar do app, uma chamada para o Coordinator e ele faz o trabalho de forma independente.

Essa estrutura ainda pode ter alguns erros, porem achei ser a melhor opção no momento para projetos que não usem storyboard.

Guilherme Rambo entra para finalizar o dia. Em seu talk ele também fala de estrutura e mostra algo muito parecido com o que foi apresentado no talk anterior, porém ele adiciona mais uma camada que faz muito sentido.

Ele tem uma camada responsável pela persistência de dados.

Essa camada vai receber os dados vindos de um request, analisar para ver se teve uma mudança comparando com CoreData ou Realm, se tiver atualiza a persistência e joga o request para ViewController.

Esses talks de estrutura realmente me chamaram a atenção e sai de lá querendo modificar todos meus apps.

Minha opinião sobre os workshops

Vi vantagens e desvantagens da forma que os workshops foram realizados, realmente fiquei na duvida se da próxima vez esse processo deve ser alterado.

Os workshops foram realizados em salas de reunião que ficam pela Melicidade, essas salas cabiam no máximo umas 6 a 7 pessoas.

salas de reunião da melicidade

Pra um evento com 231 pessoas presentes, o espaço acabou deixando muita gente de fora.

Porém com poucas pessoas na sala o aproveitamento do conteúdo é maior e as duvidas são explicadas quase que pessoalmente.

Bom, fica um ponto a se pensar para o próximo evento, talvez aumentar um pouco a capacidade de pessoas pode valer a pena sem perder a qualidade, ou gravar todos os workshops pode ser uma solução.

Considerações Finais

O evento foi muito legal, queria parabenizar a equipe, afinal fazer um evento com 13 Talks, 14 workshops, 22 palestrantes ou instrutores de workshop, 231 participantes de todo o Brasil, 15 horas de evento e 4 selfies com o Fabri não é para qualquer um.

Saí do evento cheio de ideias e vontade de implementar coisas e estudar mais sobe tudo, tudo que foi mostrado.

E claro, algo que não podia faltar e que se repete em todo evento que vou. Não ganhei nada no sorteio. =)


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Obrigado, até a próxima.