Imaginação e Sugestibilidade

Leia o artigo original e completo aqui: http://bit.ly/2e310C6

Muitos pesquisadores poderiam dizer que imaginação, criatividade estão sim ligados à sugestionabilidade. Talvez seja prudente colocar aqui o verbete segundo o dicionário:

Su·ges·ti·bi·li·da·de: a definição de sugestibilidade no dicionário de Português é característica, condição ou estado do que é sugestível. (Etm. do latim: suggestus/ talvez: sugestível — vel + bil(i) + dade).

Quando falamos sobre sugestibilidade, mesmo que a ideia inicial possa parecer algo como, estar a mercê ou sob influência de alguém, prefiro recorrer ao que a definição literal acima nos trouxe: condição ou estado. Na hipnose é comum aceitarmos a teoria de estado e não estado, ou seja, alguns defendem que existiria um estado de consciência especial durante a hipnose que seria diferente daquele do nosso dia-a-dia. Enquanto existem os que argumentam que hipnose não é um estado alterado de consciência, senão apenas respostas de mecanismos psicológicos normais, sendo a sugestibilidade um deles.

O fenômeno da sugestão mental parece mesmo ter um uma relação direta com a maneira como as pessoas reagem à hipnose e como a própria imaginação conduzem elas ao estado de transe hipnótico. Charles Richet foi, talvez, o primeiro a conduzir experimentos para provar o fenômeno da sugestão mental, usando quantificadores e qualificadores, junto a metódos probabilísticos em suas pesquisas. Há uma literatura extensa no que tange aos aspectos da sugestibilidade, tanto dentro ou fora do contexto da hipnose.

A hipnose experimental tem demonstrado como o uso de sugestões facilitam a criação do contexto para provocar hipnose e consequentemente obter os resultados pretendidos com o transe hipnótico. Um dos estudiosos e praticantes de hipnose, e que teve bastante relevância na hipnose foi Dave Elman. Um artista, radialista e hipnólogo americano, tendo sido considerado o mais rápido do mundo, é autor de uma das técnicas de indução rápida que leva seu nome “Indução de Elman”. Nessa indução, o uso da imaginação joga um fator importante, pois é nessa lógica que a auto-sugestão faz a diferença. Porque o indivíduo conduz, a si mesmo, através dos próprios recursos de imaginação, a supressão de suas faculdades críticas através de um processo que poderiamos chamar de auto-hipnose.

A hipnose já deixou de ser mito, já não carece de testes de suscetibilidade como outrora, e venceu a resistência da imaginação. Aproveite para conhecer mais sobre hipnose através do #HypnoCast: o podcast da hipnose. [acesse: www.hypnocast.com.br]

Algumas referências usadas para a elaboração desta reflexão:

  1. The fantasy-prone person: hypnosis, imagination, and creativity. (Lynn SJ, Rhue JW.)
  2. The Imagination Inventory and its correlates with imagery and hypnotizability. (Siuta J.)
  3. Phenomenological experiences associated with hypnotic susceptibility. (Varga K, Jozsa E, Banyai EI, Gosi-Greguss AC, Kumar VK.)
  4. Enhancing Suggestibility: The Effects of Compliance vs. Imagery. American Journal of Clinical Hypnosis, Oct 2004 by Lynn, Steven Jay

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Fábio Carvalho

Sou Fábio Carvalho, MBA, especialista em Gestão do Conhecimento e Capital Intelectual, Tecnologia da Informação, Hipnose e Programação Neurolinguística.

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