O que quero fazer da minha vida?

Sair da segurança de um emprego para iniciar um empreendimento. Ou ainda estar num empreendimento, largar e iniciar outro empreendimento. Como se consegue isso?

O ser humano é um animal de hábito. Rapidamente adquirimos rotinas para desenvolver segurança. Você já reparou que costuma sentar sempre no mesmo lugar na mesa de jantar? Ou que dorme sempre no mesmo lado da cama? Com certeza esta rotina surgiu sem nem que você tenha pensado racionalmente.

Agora imagine que você tem uma renda certa no mês, e que agora vai iniciar um novo projeto e viver de algumas parcas economias sem ter a certeza que o projeto vai algum dia dar algum retorno. Já entrou em pânico?

Empreender é mágico, mas ao mesmo tempo apavorante. É uma aposta que você faz contra o mundo, aonde as chances de ter sucesso são baixas, mas ao mesmo tempo você sabe que precisa tentar, que entende que você veio ao mundo para deixar uma marca. Ter criado algo aonde não existia nada.

A certeza da morte talvez seja a forma mais poderosa de fazer a pessoa sair da posição de conforto. De certa forma, a posição de maior conforto é uma morte antecipada e consciente, aonde a entropia natural leva ao definhamento.

A morte real é a garantia que nada mais poderá ser feito. Então o que você vai fazer da sua vida enquanto você está vivo? O tempo parece longo e que dá para esperar, mas não é tanto assim. Você provavelmente vai ter que errar várias vezes até ter sucesso, provavelmente o desafio levará toda a vida tentando.

E o que você dirá aos seus filhos? Que adiou ou abdicou dos seus sonhos para dar segurança a eles? Será que eles vão ter orgulho desta sua decisão?

No final, você deve a si mesmo o sucesso que você merece.

“O maior perigo para a maioria de nós não está em definir o nosso objetivo muito alto e ficarmos aquém, está na definição do nosso objetivo muito baixo, e alcançarmos a meta.” Michelangelo