Manifesto: Arte, sexo e liberdade

Ou quase isso

Nascemos da transa, da porra que entra em contato com o óvulo, que por sua vez ainda não se desfez com a menstruação

O desenho surrealista da vida é formado na cama no chão no elevador no motel na rua no bordel no carro no cinema na torre de pisa na igreja na lua na melodia

Fodemos por todos os lugares deixamos o rastro da vida feito de fluidos vaginais de porra de suor de saliva de sangue

Pigmentos sutis invisíveis no dia a dia mas que representam o verdadeiro sentido de tudo do universo o prazer a revolução sexual o livre amar a transa surreal sem sexo feito por humanos livres que só querem gozar.


Por toda a história da humanidade a mulher sonhou.

Olhava para aqueles pontos cintilantes, durante toda a eternidade do veludo azul, que cobria a terra como um véu.

Aquela imensidão despertava a vontade de voar, o desejo de alcançar o que jamais fora alcançado: o infinito.

O que será que aqueles pontos brilhantes no céu queriam dizer?

Essa pergunta perdurou a história da humanidade por tempos colossais.

E graças a ela, que em 1969, a mulher, enfim, pisou na lua, deixou sua marca em solo extraterrestre, e pôde se preparar para continuar a sua evolução.

Mas e aí?

NADA.

Apenas mais perguntas.

Será que a urss perderá mesmo a guerra?

Será que as proletárias continuarão a serem exploradas?

Será que o EUA dominarão o mundo com o seu sonho imperialista?

Quem será que vai ganhar a copa esse ano?

O que é o Bóson de Higgs?

Quem é Deus?

O que há de errado com Palestina e Israel?

Quando o Império cristão irá cair?

Quem será a próxima Madonna?

O punk morreu?

E os hippies?

Onde estão os new wavers?

Dadaísmo?

Onde estão os cientistas desse mundo?

Onde estão os artistas desse mundo?

Apenas perguntas, sem respostas concretas e certeiras.

Mas a verdadeira questão é:

Devemos nos jogar no abismo, ultrapassar as fronteiras da via láctea?

Como fazer isso? Como atingir o infinito?

O infinito é relativo.

Um Yoctômetro é infinito.

Você é infinita.

Dessa maneira, o prazer que podemos sentir com nosso próprio corpo é infinito.

E o que isso quer dizer?

Nada

Tudo

Tanto faz

Foda-se

FODA-SE

Masturbe-se

Goze

Transe

Com infinitas pessoas


A monogamia é o ópio das massas…

A monogamia nos leva ao egoísmo que consequentemente nos leva ao ódio… a guerra, a guerra imperialista, inimiga do amor, e da revolução.

Não seja heterossexual, nem homossexual vivendo numa realidade monogâmica…

viva o verdadeiro amor, o poliamor bissexual, o amor que nos livrará do radicalismo e da violência… somente a plena liberdade sexual nos levará a revolução.

A ideia do amor monogâmico apenas reforça a ideia de fronteiras e divisões. Que servem apenas para despertar cada vez mais o interesse na propriedade privada, causadora de tantas injustiças. Já o poliamor nos lembra que somos iguais, e que não existem limites para a liberdade coletiva.

A revolução deve começar no que há de mais primitivo no ser humano… o sexo, o tesão, o prazer carnal. Somente nos livrando dos vícios moralistas é que alcançaremos a igualdade absoluta, e romperemos o egoísmo e a apatia.

E é muito mais fácil começar isso por algo que nos faz bem… nos faz gozar.

Por favor, tente entender, faça questão de sua alforria.

Transe com quem quiser, em qualquer lugar, e derrame seus fluídos sobre o estandarte fascista da sociedade.


Teus fluidos são tinta, teus gemidos são música, teu corpo é arte


Transamos, nos masturbamos…

E deixamos um desenho de suor, saliva, enfim, fluidos.

Esse desenho é arte.

A foda é arte.

E a arte é foda.

Transe pela arte!

Masturbe-se pela arte!


Só isso mesmo