Se eu morresse amanhã

Se eu morresse amanhã
Veria com certeza nos olhos de Satã:

Aquela prostituta tão augusta
Que em melancolia beijei o seio
Que me perguntaste sobre Pink Floyd
E na alcova rejeitaste o meu beijo:

Ouvi a linguidez dos teus falsos gemidos!

Aquela prostituta tão augusta,
Se eu morresse amanhã,
Não se lembraria de mim

Se eu morresse amanhã
Veria com certeza nos olhos de Satã:

Aquelas noites de embriaguez
Em que sozinho caminhei sob o halo da lua
Aquelas noites de embriaguez
Em que sofri sem ver-te nua

Do que valeram as noites de embriaguez?

Mesmo de garrafa na mão não fui boêmio
Mesmo de versos escritos não fui poeta 
Mesmo de lágrima nos olhos não fui amante

Se eu morresse amanhã
Aos prantos cairia nos braços de Satã