mais um trecho do poema

O Soneto do Sr. Domaitun

Eu vi centuriões divididos por um muro de metal
cegos… Eu vi febre n’uma lata, 
dobrada ao meio… 
em seus genes seis furos
[adornos em cinzas
a soterrar pedras prensadas
eu vi o torno eletrônico incapaz em deter os detritos
exatamente n(p)o nto de desistência 
contido n’uma geração anterior
eu vi a soberba da descoberta acobertar uma paranoia
eu a vi duplicar-se n’um holocausto elétrico
binários tetos de carros protetores do anonimato
tudo com que o cinismo do tempo nos estapeia
o entendimento do conceito d’uma anarcosimbiose
algo jamais visto adentro deste teu sorriso raivoso

como plantas carnívoras em greve de fome a desatar debates sobre leis trabalhistas
como a linha estreita dos olhares binários não tem mais direito algum
sobre os escombros d’alma humana
dentro deste século
como o fechamento do espírito humano em polegadas tecnológicas deve ser o enterrar
deste círculo da vida, destruído e reiniciado em nova volta