
Qual é o seu fluxo ?
Um dos maiores desafios à transformação está no olhar, no ver e no perceber.
Para onde olhamos ? O que vemos ? Como enxergamos ?
Com qual dimensão nos sintonizamos ?
Vejo o que vejo ou vejo o que penso ? O que sinto ? O que me possui ?
Qual é a nossa visão ?
Quais são as minhas lentes ? E meus filtros ?
Com que acuidade escaneamos os fatos que jorram em minha vida ?
Qual é a nossa profundidade ? Qual é a minha sintonia ?
Escolher para onde olhamos é o primeiro D, do 3D.
É quando decidimos a direção que desejamos dar à nossa vista.
Nem sempre consciente, ou livre das influências múltiplas que nos cutucam por todos os lados, dentros e foras, nossa visão não escapa ilesa dos mares e das marés de energia e informação que nos atravessam descontinuamente.
Estamos imersos em camadas sobre camadas sobre camadas de tempos e espaços e fluxos. Somos múltiplos, muitos, uma sociedade interna a observar, experimentar e aprender com o mundo externo.
E vice-versa. E vice-versa.
Inseridos em campos dentro de campos dentro de campos de vida e significados, olhamos a nossa bolha. Ela nos espelha. Somos um campo de espuma auto-refletida.
Mas se conseguimos manter o foco por algum tempo, se conseguimos sustentar a atenção, se conseguimos libertar a respiração, com um pouco de vontade boa e determinação suave é possível atravessar o torvelinho de pensamentos, sentimentos, desejos, vontades e impulsos que nos açoitam tempo todo e alcançar o limiar da realidade, um outro D, que jaz sincopado alguns degraus a mais de profundidade.
É quando vemos além das bolhas de gás do nosso espumante preferido, geralmente inebriante, e enxergamos os códigos que configuram a onda que leva e traz a espuma, sempre superficial, etérica e efêmera.
Ver as multiondas, seus ritmos lunares e fluxos solares, suas amplitudes históricas e longitudes culturais, densidades científicas e sutilezas psicológicas, tonalidades temporais e texturas espaciais, nos ajuda a guiar na jornada oceânica de exploração dos reinos desconhecidos do além-mar por onde navegamos, diariamente.
Uma vida pautada na espuma só tem um destino, a dissolvição e o padecimento.
Olhar, ver e nos alinhar com as ondas, seus ciclos e humores, por sua vez, nos facilita a vida, já que os ventos que as trazem são os mesmos que nos podem levar para espaços novos, terras distantes, conhecimentos profundos, verdades mais verdadeiras e realizações mais duradouras.
Mas existe um campo de possibilidades ainda mais interessante, um D+ maiúsculo, que nos pede instrumentos de percepção mais sofisticados para serem detectados e usufruídos.
São as correntes marítimas de universo, fluxos silenciosos de sentido que permeiam as ondas que trazem as espumas que dançam nas areias das praias da consciência.
Correntes são arcos energéticos longos, movimentos arquetípicos profundos, fluxos informacionais gigantescos que não se mostram aos olhos nus, mas movem montanhas oceânicas com vigor subterrâneo e certezas lastreadas em conhecimento e experiência.
São as correntes que conduzem os icebergs do futuro, enquanto as ondas arrebentam-se cíclicas na superfície do dia a dia e dão ritmo e vida para a espuma que nos entretém e distrai.
Crianças se divertem na beira do mar e se encantam com a leveza das espumas esvoaçantes;
jovens se deliciam com os ritmos dinâmicos das ondas surfando no vai e vem excitante dos altos e baixos ondulares;
Espumas, ondas, marés, ventos e correntes são fluxos combinados de um mesmo todo dinâmico, interconectado, interdependente, interminável.
São reflexos uns dos outros que se manifestam em diferentes dimensões, cada qual com sua beleza, função e mensagem.
os sábios, por sua vez, e também preguiça, atravessam suas lunetas telescópicas no ventre do vácuo perpétuo perfurando as entrelinhas das timelines do tempo para hackeiar os layers da ilusão e se conectarem com o fluxo da meada.
A questão para nós então é, para onde olharmos ? O que estamos vendo ? Com o que nos estamos alinhando ?
Quão consciente estou de onde estou ?
Na hora de fazermos escolhas, que é a toda hora, seria bom usar nossas lentes multidimensionais para nos sensibilizar com os todos e suas multiplicidades fractais.
Precisamos amplificar nosso compreensão de nós emsmos e da vida.
Ainda que ele, o todo, nos escape, e ele sempre nos escapará, porque o universo está em constante mutação evolutiva, ainda assim, esta é a melhor jornada, porque no caminho podemos descobrir que os fluxos que compiem arelaidade estão em nós mesmos, generosamente nos oferecendo tudo aquilo que precisamos para ver, para ser e para viver.
Mas viver no fluxo, como muito se diz hoje, em dia, é mesmo um bom caminho, mas nunca é demais auto-refletir-se e se perguntar - a qual fluxo estamos nos referindo exatamente ?
Qual fluxo estou mirando e percebendo ?
Com qual fluxo nos estamos sincronizando ?
Com o fluxo explosivo que vem do passado em forma de impulsos e desejos espumantes ?
Com o fluxo límbico que vem dos condicionamentos ondulatórios, edipianos, repetitivos e padronizados da matriz emocional ?
Ou com o fluxo intuitivo que vem das profundezas intocadas das correntes libertárias do amor, da verdade, da liberdade e da criatividade ?
Navegar a vida é preciso amigos, por isso, olhar (na direção), se ver (e se perceber) e saber (pós-intuir) de forma integrada e íntegra é uma boa aposta para onde apontar nossas caravelas da percepção ao nos lançarmos no oceano da transição, que está ai, agora, acontecendo em nossas vidas, de todos nós.
Agora que as timelines se desprenderam e os espaços se multiplicaram, agora que uma nova frequência está sendo ativada no mundo, só nos resta mesmo um caminho, evoluir.
É simples,
Ou amplificamos e harmonizamos,
ou morreremos assados em nossa própria ignorância.
Fabio Novo, soul hacker, life designer, terapeuta e autor.
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