Espionagem e Inteligência: a sociedade brasileira precisa conversar sobre… Por Fábio Pereira Ribeiro

O politicamente correto é uma afronta à própria inteligência do brasileiro, como uma indústria do processo judicial que também afronta a liberdade constitucional de opinião. Muitos temas e agendas não avançam por esta frescura ideológica, política e de interesses escusos. Mas vamos lá, em algumas agendas temos que de fato encarar as verdades, por exemplo os temas de Espionagem e Atividades de Inteligência.

Parece que o brasileiro tem medo de falar de espionagem, acha que aparecerá em sua frente um James Bond com uma Walter PPK com silenciador e lhe matará…. mas não se preocupe, o marginal da esquina com um "três oitão" é o novo 007 antropológico da sociedade brasileira, ahhh… de vez em quando, e quase sempre, ele também aparece com uma AK47. Ai vem a pergunta, será que isto tudo não está conectado com espionagem e atividades de inteligência?

Sabe aquele remédio que você paga uma fortuna? Até doa um rim para comprar um remédio para o rim. Então, você imaginaria que seria um reflexo da espionagem e da atividade de inteligência, ou acha que é a conjunção dos astros? O Brasil entrou em uma escalada de desinformação do medo, que até tem medo para discutir temas que lhe protegem.

Você reclama da violência pública, mas ao mesmo tempo critica as estruturas de segurança e defesa do Estado, o mesmo Estado que tem a obrigação constitucional de lhe proteger, e o pior, você nem imagina que boa parte da violência poderia ser contida com inteligência, e não força.

Aí entra o ponto! Por quê temos medo, ou frescura, em discutir espionagem e atividades de inteligência? Seria por erros da própria historiografia brasileira? Ou por quê achamos que serviço secreto é coisa de "porão"?

O mundo é feito de espionagem. As pessoas se tornaram espiões de si mesmas. Todo mundo é espião, todo mundo tem fetiche em espionar e saber o alheio. Aí, quando o assunto é país, vem o melindre? Saiba jogar o jogo internacional.

Um dia, um coronel do alto comando do Exército Brasileiro me falou que eu era corajoso em falar sobre a espionagem internacional, pensei comigo, por quê não seria? O jogo é este. Para mim a coisa é bem simples, as potências se construíram com suas armas, principalmente em saber sobre as forças de seus inimigos e seus parceiros. O jogo é claro, seja pela espionagem ou pela inteligência. Serviços Secretos são instrumentos para que o Estado se antecipe perante o mundo, por quê não utilizá-los? Principalmente quando os Estados sofrem ameaças, de novo, por quê não utilizá-los?

A ex-Presidente, e golpista, Dilma Rousseff, fez pouco caso e circo sobre a espionagem da NSA americana, mas de fato o que ela investiu em nossa inteligência e contraespionagem? Nada, zero, pouco caso, quase uma vingança. Dias depois da denúncia do espião traidor, ela ainda cortou verba do setor de "guerra cibernética" do Exército Brasileiro. Aí você percebe que o Brasil é feito de amadores e de gente do mal.

Espionagem acontecerá, hoje e sempre. 007 é cinema, mas 008 existe. O Brasil tem muitas agendas para a espionagem internacional, mas não devemos ter medo de discutir e pensar sobre, tampouco pensar que o mundo é lindo, pois não é, a natureza humana é maldosa, assim precisamos de defesas, e assim te pergunto, será que você está protegido? Por que então você não pensa que alguém nas sombras pode lhe proteger?

Vamos conversar mais sobre inteligência e espionagem, o Brasil precisa.