Minha Fofó Luzia…. Luzia Valilo, uma italianinha brasileira…..

Como amo, sou o que sou por ela, pela minha Vó. Uma filha de italianos, que depois amou um espanhol, e fez nós, brasileiros. Sou o que sou por ela, sou Dona Luzia Valilo. Minha avó. Minha querida Avó. Com todo respeito universal, caralho, como Amo esta senhora!

Luzia Valilo, levou seu neto para Paris….

Eu pensava todos os dias, será que hoje ela iria matar a galinha para a canja? Ou quando ela pensava em mandar botar comida para o Leão e o Pupi, o bofe, além do pescoço das galinhas abatidas na nossa canja. O Leão e o Pupi, eram os cachorros que não me mordiam por medo, pois acho eu, que eles tinham medo de mim por ser o neto da Luzia (risos). Mas ela sempre, além de mim, adorava o Sidnei, o Agnaldo e o Lazinho, o filho, com certeza ela adorava todos os filhos, sobrinhos, netos, e a torcida do Timão, Vovó Luzia tinha um coração maior do que DEUS. Que mulher…

Vovó Luzia era a mãe de todos. Eram muitos netos, sobrinhos, filhos, 8, somente oito. Que na minha opinião, inclusive dos primos, davam mais trabalho do que os netos, bisnetos e sei lá o que netos…. (que meus tios e tias me desculpem, piadinha)…

Ela era firme, adorava ler o que não sabia ler, adorava ouvir a Ave Maria sempre às seis da tarde, e adorava deixar pronto meu feijão com arroz, e pimenta, com suco de laranja e um pedaço de peito de frango para mim, eu era rico, depois de voltar das aulas, lá na Parada XV, sempre às sete da noite, Vovó Luzia estava me esperando, seu beijo, seu abraço, e principalmente seu carinho em falar TE AMO. Lembro um dia, de frio, ela toda preocupada na frente de casa, da sua casa, na porta, me esperando, eu sem nenhuma proteção, tampouco ela, os dois molhados da chuva, e aquele abraço, me derreto só de lembrar para escrever sobre ela. Que Mulher! Quando você de fato se lembra, você percebe que DEUS existe.

Todos os dias eram assim, depois do café, delicioso, da manhã, Luzia só observava o sol, como ele só aparecesse para ela, e aí, junto com o meu querido primo Zé, lá estávamos preparados para os mandos, ops, carinhos da Vovó Luzia. Primeiro, carpir a grama, segundo, carpir mais, terceiro, carpir mais forte. E depois, tomar a canja e rezar, depois pipa, bola e gude. Ou de vez em quando, ir com ela nas missas de sábado ou domingos. Nas missas toda paixão era possível, mas Vovó estava de olho, "com o meu neto ninguém mexe".

Lembro do dia que fui com ela no Mobral, lá na escola municipal da Parada XV. Imagina você que fala francês, inglês, chinês, espanhol, português e só quer ler os livros de DEUS? Luzia só queria ler Jesus. Eu estava do seu lado lá no MOBRAL na Parada XV. Eu vi uma lagrima saíndo do seu lindo olho quando ela pode escrever o seu nome. E ela me falava, "Fabinho, eu só quero ler os Salmos". Até hoje, quando rezo, eu rezo por ela e por esta frase, obrigado meu DEUS por estar junto com a minha Avó Luzia neste dia!

Ela foi, e é, uma verdadeira mulher, aquela senhora que você todos os dias se lembra, e percebe, principalmente quando o erro pode te provocar, ela é um exemplo para sempre fazer o bem!

Luzia Valilo, EU TE AMO, minha AVÓ, MINHA QUERIDA MÃE! QUE DEUS SEMPRE TE ILUMINE, SAUDADES, PAX ET BONUM!

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