O jornalismo brasileiro precisa aprender um pouco mais sobre atividade de inteligência — Por Fábio Pereira Ribeiro

Um oficial de inteligência, ou agente de inteligência, ou até mesmo um "espião" de um país amigo, nas claras regras da diplomacia internacional, necessita de acreditação do Chefe-de-Estado do país onde o mesmo se instalará, principalmente quando o mesmo assume um posto de comando no país amigo. Se não for assim, a linha tênue entre inteligência e espionagem se rompe.

Já que a culpa é da ABIN (o novo tiro ao arvaro conforme Adoniran Barbosa), agora divulgar uma agenda por parte do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, um dos mais respeitosos atributos da transparência em uma democracia, virou chacota de jornalistas barrigudos, aqueles que adoram dar barrigas na imprensa. É sempre bom lembrar que o GSI e a ABIN cuidam da contrainteligência do Brasil e não dos Estados Unidos, e os mesmos têm por obrigação constitucional demonstrar transparência em suas atividades.

Será que o jornalista que fez manchete com Duyane Norman tem a lista NSA instalada no Brasil? Ou será que o mesmo sabe que um serviço secreto privado americano presta serviço para uma grande empresa brasileira para minimizar seus crimes de corrupção?

Enquanto temos problemas sérios sobre espionagem internacional em território nacional, o Brasil tem muitos jornalistas que se preocupam com agendas de visitas, bem Inspetor Closeau. https://www.youtube.com/watch?v=BNUVxiWWL1E