Estava pensando sobre o universo da tattoo e os dias atuais. Sou de uma escola antiga, hoje as tattoos nas mãos, pescoço etc., que ficam expostas foram somente “liberadas” para serem feitas conforme ganhei com o tempo idade, maturidade, suporte e fundamentação de origem para o mesmo. Além do principal, o corpo “coberto” tatuado, sendo portanto, os espaços periféricos agora possíveis para continuar.
Outra verdade está ligado ao propósito!
Não se faz uma tattoo sem um sentido, seja ele qual for. Junto a clareza sobre o feito.
Hoje vemos a manifestação “livre” da arte. Não mais ao tribal genuíno ou emprestado pelos marinheiros e criminosos. São diversos os estilos, as técnicas se aprimoraram de tal forma e já é possível até mesmo remover a tattoo.
Aos antigos, meus contemporâneos, a coisa ainda é mais séria… Eu não sou tatuador, só sou tatuado, e não estou fazendo juízo sobre certo ou errado, porém estou trazendo em perspectiva uma realidade sobre reflexões gerais de uma era “desfundamentada”, que, por sinal, é consequência natural de uma evolução aberta de informações e não conhecimento ou sabedoria de causa.
O primado do signo, da identificação e do reconhecimento faz com que a tradução do trabalho aplicado e escolhido, pela fatia geográfica, ponto de partida e cultura denomine o tatuado.
Essa referência só tem sentido para quem vem de uma escola fundamentada e gera por apatia ou empatia uma seleção. No fundo percebo ser algo comum e até mesmo de acessório ou perfumaria, como se ao momento algo o vestisse para cerimônia desejada. Algumas complicações impactam algo não conhecido sobre o tempo de sua intensão e invocação artística, quando não ainda as problemáticas reais de algo “furtado” de gangue; comum nos dias de hoje. De qualquer maneira são buscas de comunicação e reafirmação sobre o ser, aquilo que se tem e o estado de sua existência.
São muitas as libertinagens que chegam juntas as mudanças de liberdade e até equilibrar os excessos a vida faz um ciclo de adaptação. Novas realidades viram verdades e o termômetro da expansão e do limite cria uma outra realidade.
O grande jogo é descobrir como salvar dentro disso tudo o que é real como indivíduo e o que é verdade como unidade.
