Obrigado Tulipa!

Em meados de abril de 2006, um pequeno ser apareceu na porta de minha casa. Abandonado, por alguém que irresponsavelmente não quis criar. Logo minha mãe mandou devolver a rua. Penalizada, alguns minutos depois mandou buscar de volta. Esse foi o início de uma história incrível, que durou quase 10 anos.

Mesmo filhote, a pequena Tulipa raramente chorava, ou incomodava à noite. Talvez estivesse feliz o bastante por ter sido acolhida. Ao crescer, a fofucha parecia destinada a cativar todo e qualquer ser humano que se aproximasse.

Anos se passaram e aquela pequena cadela acompanhou minha evolução pessoal e profissional. Viu o final de minha graduação, uma especialização, encontros, desencontros e até o casamento. Momentos que só uma amiga fiel poderia vivenciar juntamente com você.

Difícil foi sair de casa e ter que deixá-la com meus pais. Mas o destino permitiu que encontrasse um imóvel bem próximo ao meu antigo lar. Assim, continuamos a ter contato frequente, não obstante diário.

Os anos se passaram e a amizade só se consolidou. Sim, a Tulipa cresceu, se desenvolveu e tomou corpo. No entanto, a ternura tão característica só aumentou.

Hoje, 22 de fevereiro de 2016, após uma ingestão acidental de veneno, ela se foi. Uma pena pois esperava que visse meu futuro bebê, a Elisa.

Mesmo com uma partida tão trágica, de cortar o coração, gostaria de te agradecer: Obrigado, Tulipa!

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