Nothing But Thieves na Fabrique — 31/08/2018

Fabrizio Zorzella
Sep 1, 2018 · 5 min read

O rock épico de “estádio” da banda britânica pela primeira vez no Brasil!

Será que ele só é mesmo uma máquina quebrada?

Em um quente último dia de Agosto (ufa!), uma sexta-feira para ser mais preciso, tivemos a “estreia” de uma das bandas inglesas mais interessantes que surgiram nos últimos anos aqui em São Paulo. Foi ali no Fabrique, que em 8 dias viu shows também do Animal Collective e Cut Copy (novo point da cidade para shows pequenos?).

“Estreia” porque não deveria ter ocorrido como acabou acontecendo. A produtora Tree Productions trouxe a banda para fazer um show no Rio no dia anterior. O que pega é que a casa carioca onde ocorreria o show, o tal do Teatro Odisséia, acabou que teve um problema na luz e, membros da crew do NBT, nas palavras dos mesmos, acabaram sendo eletrocutados na tentativa de resolver o problema! A banda acabou fazendo, por respeito aos fãs, um set acústico, só o Conor na voz e o Don no violão, sem luz. That’s what they do it when the powers out haha Bonito mas broxante, acredito que tenha sido! Então a estreia mesmo, plugada, foi aqui em Sampa!

Conheci o Nothing bem no começo, por sorte. Em 2015, quem me apresentou para à banda foi o mito Zane Lowe no seu programa diário na Beats 1, rádio da Apple Music. Vindos da mesma safra de salvadores do rock da década de 10 do século XXI que veio também o Royal Blood, para ficarmos em terras britânicas, “Itch” foi tocada várias vezes e me fez pegar um gosto pela música e pela banda. Na sequência, na iminência de lançamento do primeiro álbum, o auto-intitulado (2015), “Trip Switch” começou a ganhar rodagem na rádio e acabou até entrando no FIFA 16! Já era, virei fã, fazer o que?! haha Em 2017 lançaram o segundo álbum, “Broken Machine”, o que eles estão divulgando nessa turnê, que trouxe novas excelentes músicas com seus já consagrados refrões pegajosos! Rock foda para millennium, podem dizer alguns? haha não sei, tinha gente de todas as idades lá no show…

E sério, voltando para a Fabrique com seu ótimo som (melhoraram isso nos últimos meses)… o que se viu ali foi uma banda, vinda do Reading/Leeds Festival (segundo maior festival inglês?) no fds passado, “nova” com status de grande, sem exageros! Logo nos primeiros acordes da primeira música, “I Was Just a Kid”, dava para ver como as músicas tavam entaladas na garganta da platéia… “Wake Up Call” é um bom exemplo disso, também (veja abaixo). O set em si meio que consistiu em tocar o máximo possível da discografia: tivemos 7 músicas do primeiro álbum, 10 segundo e um single novo! Semana passada eles liberaram a prévia do futuro novo EP “What Did You Think When You Made Me This Way?” na forma da ótima (veja abaixo) “Forever & Ever More”.

They live like animals?

Mas os melhores momentos da primeira parte do set, ao meu ver, foram na versão alternativa da incrível “Particles” (veja abaixo), em “If I Get High” (Thom Yorke vibes? Qu alcance vocal, sério…) e sua letra avassaladoramente dura de se encontrar com alguém que você ama e não está mais aqui e no single máximo da carreira da banda, “Sorry”… O Conor nem precisava ter pego o microfone nessa, todos sabiam de cor haha

Por falar nisso, eu diria que 95% das músicas foram urradas pela galera, fazendo jus a ter sido uma das bandas mais pedidas em rede social nos últimos anos! A banda, por vezes, ficou impressionada com a reação: o baixinho cantor até chegou a dizer que era muito louco vir de tão longe para tocar e ter uma plateia como essa (cascata? talvez…). Acho que a música menos cantada foi a última antes do bis, “Afterlife”, faixa nunca antes tocada pela banda! Um mimo para os fãs brasileiros!

No bis, atendendo a pedidos da platéia, tocaram a bêbada “Honey Whiskey” emendando na sequência com a classuda personal favourite “Itch”, também do álbum de estréia. Mas vocês acham que acabaram? Faltava só o momento mais épico de toda a noite: aquele momento que valeria você sair e pagar o ingresso outra vez, que faz você se lembrar o porquê do rock ser incrível! “Amsterdan”, o insano primeiro single do segundo disco, que fala sobre como alguém querer ser diferente, não conseguir e se atormentar todos os dias por isso (exceto quando está na capital holandesa), veio para chacoalhar e explodir a casa da Barra Funda em um dos melhores momentos de show que fui no ano! Fera de mais, bicho!

Tomara que a banda continue nessa pegada de lançar músicas boas, aumentando o número de fãs pelo mundo! É aquela coisa: tem potencial e jeitão de virar banda de estádio com o tempo (aquele jeitinho e cara de banda de Rock In Rio, sabe? haha)… mas pode também vir a inovar, fazer algumas coisas diferentes, e acabar virando atração de Lolla, se é que me entendem haha para a Tree Production, tomara que não cometam o mesmo erro que cometaram no Rio no futuro… ruim para a imagem de uma produtor que tem tudo para crescer e seguir trazendo bandas legais!

Voltem mais vezes, Nothing!

Wake Up Call Ao Vivo: https://youtu.be/5pycoCGt52I

Particles (versão alternativa) Ao Vivo: https://youtu.be/exFfu9vAAPg

Forever & Ever More Ao Vivo: https://youtu.be/dhU0TcBaDy0

Fabrizio Zorzella

Written by

@fzfranco94 Um atuário (?!) amante de shows, música e um bom jornalismo!

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