Transbordo nas palavras. Não consigo segurar.
E DO TEUS OLHOS EU TE VI. ÚNICO LUGAR EM QUE VOCÊ NÃO SE ESCONDE. E NELE SE ENCONTRA O REFLEXO MAIS PURO DA SUA VERSÃO MAIS SINCERA. O ABRACE E SE ENCANTE COM O VOCÊ.
Tu em ti.
Antes de você, o amor só existia nos filmes. Nas telonas com histórias de outras pessoas. Não as minhas.
Antes de você, eu não sabia o que era sorrir só por saber que não importava o que acontecesse, no fim de tarde, eu o teria.
Teu sorriso é luz. Mas daqueles que cega e que abre caminhos. Tu me deixa confusa e me deixa encaixar. O medo que essa liberdade traz é gigante. Mas a vontade de me encontrar em você é maior. Tu traz segurança de que o meu mundo vai virar de cabeça pra baixo. E que doideira querer me aventurar nessa loucura em se achar. Em você. Em mim.
Não sei qual é a capidade das pessoas de tirar o meu eu. De tirar minhas ideias. De me fazer esquecer de tudo isso só pra me segurar em esperança.
Que esperança? Migalhas não são esperanças. São movimentos agarrados no desespero da escuridão.
É um grito sem abrir a boca. Sem som. Mas que remexe minha alma toda. É uma necessidade. De se encaixar. De se conectar. De se formar. Quando o chamado é atendido, o choro vem. Pra limpar a alma. Como água benta. Lava. Acolhe e reconstrói. Posso ficar ali por um tempão. Imersa na sensação de plenitude. Na sensação sem chão. É o encontro do eu com o eu espírito. É meu lar. Meu abrigo.