147- Comece a escrever com a frase: “foi aí que ele deixou de acreditar”

Foi aí que ele deixou de acreditar que podia fazer qualquer coisa. Foi vendo a mulher mais importante da sua vida chorar que ele soube que era um covarde. Era um completo e imbecil covarde. Fechou os olhos inundados pelas lágrimas e os apertou, como se aquelas lágrimas fosse virar cola e o cegar para sempre, para nunca ter que ver sua mãe chorar novamente. Os pés saiam de seu controle naquele momento e davam um rumo desconhecido para ele. Foi aí que ele deixou de acreditar que iria ganhar o mundo. Ele era apenas mais um e não deveria criar grandes expectativas. Foi o que ela disse, o que sua mãe disse. O que ele queria fazer? Conhecer gente diferente, música, sabores, cores e cheiros diferentes do seu mundo. Daquele maldito mundo que se resumia em um minusculo apartamento alugado e de um trabalho em uma lojinha de doces. Odiava aquilo. Queria o mundo enquanto o mundo que conhecia era tão pequeno. Mas ele não devia ter feito aquilo. A amava mais que tudo. Não devia ter lhe batido. Era sua mãe afinal de contas. Mas ela foi tão cruel, ele era jovem, ela não devia transferir as frustrações que tinha para ele. Mas ela o desafiou. Um forte aceita e enfrenta os desafios. Mas quem bate na mãe é um fraco. O que ele era afinal. Não importava. Deixou de acreditar que podia fazer qualquer coisa. Que podia ganhar o mundo.

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