Sobre Stranger Things (Netflix)

Seriado virou um sucesso nos últimos dias

Pegue uma pitada de E.T., outra de Goonies, uma pitada de diretores clássicos de terror como John Carpenter, um pouco de Steven Spielberg, filmes de conspiração envolvendo o governo americano no combate ao comunismo, bastante RPG, muitas coisas nerds e pronto. Isso tudo junto dá Stranger Things, nova série da Netflix lançada no último dia 15. Pode não parecer, mas o barulho em torno dela é justificável.

A história se passa em 1983, quando o desaparecimento de Will Byers (Noah Schnapp) mexe com uma cidade inteira. A mãe, Joyce Byers (Winona Ryder), fica desesperada com o ocorrido. Todos pensam que o menino sumiu ou aconteceu algo pior, enquanto eventos estranhos começam a acontecer a partir disso — como pessoas desaparecendo. Como em todo filme ou série do tipo, há um grupo de crianças nerds que sofrem bulliyng na escola, mas são muito espertas e adoram brincar de investigação. É aqui que entram Mike Wheeler (Finn Wolfhard), Dustin Henderson (Gaten Matarazzo) e Lucas Sinclair (Caleb McLaughlin), amigos de Will. Eles começam a fazer de tudo para tentar encontrar o amigo, usando todo conhecimento adquirido em jogos de RPG, Senhor dos Anéis e muita ciência.

Tem de tudo um pouco: romance adolescente e infantil, aventura, sustos, tensão, humor. E há boas atuações. As crianças nem se falam, todas muito bem em seus respectivos papéis. Millie Bobby Brown está muito bem ao conseguir transformar a menina Eleven em peça-chave para unir os caminhos da trama na melhor atuação da série. Me surpreenderei se ela não for indicada a prêmios neste e/ou no próximo ano.

Entre os adultos, Winona Ryder está ótima. Depois de algum tempo no ostracismo por problemas pessoais, dá para pensar nisso como um bom recomeço para ela. David Harbour, o policial viciado em remédios e cheio de traumas Jim Hopper, é outro bem seguro no papel. Charlie Heaton (Jonathan Byers), Natalia Dyer (Nancy Wheeler) e Joe Keery (Steve Harrington) completam o cast principal que está mais próximo do mistério do desaparecimento do pequeno Will.

É possível fazer maratona de Stranger Things — em pouco menos de oito horas dá para terminar numa boa. Não iria fazer isso, porém acabei sugado para dentro desse mundo cheio de referências aos clássicos dos anos 1980, da espionagem até filmes que adoramos até hoje. Apesar disso, o seriado não é só isso. Há uma vida própria, há uma história própria, há algo muito particular e bom em ver a série. A fotografia é excelente, por exemplo. Os cenários são ótimos, os efeitos idem.

Quando você olhar no relógio, não haverá mais sol. E se uma luz piscar, cuidado. Pode ser quem você menos imagina. Stranger Things vai te assustar um bocado, acredite. Mas também vai divertir.

Ouça a mixtape que faz parte da trilha sonora da série clicando aqui.

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