Pensar como criança. Resultar como adulto.
Quando somos crianças, desenvolvemos a incrível capacidade de criar em cima do inusitado. Já parou para pensar como estamos perdendo essa capacidade a cada passo que damos rumo a vida adulta?

Quando deixamos de ser autênticos e aceitamos modelo programados de agir, pensar, desenvolver e criar perdemos a capacidade de usar o que há de melhor em nós, para seguir em busca do que "há de melhor no outro".
O ser humano é incrível em sua essência, tem em si, todas respostas. O que nos distância do caminho da liberdade criativa é o péssimo hábito de não aceitarmos que as respostas estão muito próximas a nós.
Pense como as crianças são autênticas em suas decisões.
Não ter medo de passar horas brincando com uma bola, ou passar horas se imaginando como se fosse um personagem. Basicamente, elas não tem medo. Viver desta forma, proporciona uma liberdade única de se criar e de se re-criar.
Vivemos em uma era onde o macro se tornou mais importante que o micro, mas não pensamos que, as verdadeiras mudanças, ocorrem sempre a partir das micro-revoluções. Pensar grande demais também faz mal.
As crianças não pensam pequeno, afinal, ser o Batman um dia e assumir o posto de Super-Homem no outro, torna ela um ser incrível, não?
O que importa é, o pensar grande delas é diferente do pensar grande adulto, é pensar grande dependendo apenas de si.
Ser. Pensar. Agir. Não existe uma fórmula melhor para conquistar nossas maiores aspirações. A fluxonomia desse caminho é simples e nós complicamos — as crianças não! — .
Quando somos apresentados a um mundo, cheio de processos e casos de sucesso, perdemos a nossa autonomia de decisões, passamos a ser refém de exemplos, perdemos a capacidade criativa.
Crianças são capazes de criar com pouco, e nós? Alguém disse uma vez que precisamos de muito, de ler, estudar, ter um local, um Moleskine ou até mesmo um ócio, e infelizmente acreditamos.
Existe algo mais excitante do que criar algo? Não.
Permita-se viver este êxtase.