< encaixe e sumiço >
Eu sou aquela que não sabe nadar, mas não se contenta com o raso, que não dá risada contida, que não fala baixo, que dança a própria música, que olha nos olhos, e cuidado! Eu posso saber muito de você com esses poucos segundos de observação, tem muita gente te olhando nos olhos para se verem refletidas na tua pupila, mas eu, vou olhar para dentro de você e torcer para você olhar dentro de mim também. Eu não sou uma santa, muito menos o capeta, eu sou de verdade, eu sou carne, alma e fetiche, eu gosto das noites em claro cometendo pecados secretos, de trançar meu corpo no teu e sentir o ardor da tua pele. Eu sou teu sonho mais bonito e teu pesadelo mais secreto.
Seu medo de me amar não inibe a minha vontade de fazê-lo, você tem a opção de ser por você e ser só isso, ou ser por nós e sermos muitos. Certa noite sonhei com um homem, que não dormia, pensava tão alto que eu mal podia ser ouvida a sua voz, ele parecia sumir aos poucos. Numa outra noite, ele voltou, já prestes a desfazer-se, ele confessava sua necessidade de popularidade, seu medo de ser visto como alguém fraco e o pânico do dedo alheio apontado para o seu rosto. Este homem era você, num outro momento, dizendo o que eu sei que está aí. Meu conselho é que ame como se a morte te esperasse na próxima parada, não falo de se deixar estragar, e não viver o futuro, mas falo de viver. SÓ. Estar nesse mundo e não viver é um pecado muito maior do que qualquer outro que alguém possa te acusar.
