Algumas análises da derrota de ontem

Vergonha? Vexame? Na noite do sábado, 26/08, o Corinthians perdeu o seu segundo jogo seguido em casa pelo Brasileirão 2017. O vencedor, o líder vitória. Em uma disputa entre extremos do campeonato, mais uma vez o Timão viu o jogo escapar em uma sequência de erros e um jogo morno.

O que aconteceu então com aquele fantástico time do início do campeonato? Acabou o fôlego? Cavalo paraguaio? Na verdade, não. A análise é: o Corinthians arrasador do início do campeonato é um time muito cirúrgico, onde todas as pessoas se encaixam como em uma música. A mudança dessas características levou o time ao jogo pífio contra o Vitória. Vejamos:
Moisés / Guilherme Arana
Essa talvez é a maior falta no jogo de ontem. O camisa 13 corintiano vem se destacando como uma promessa do Brasileirão. Incisivo, Arana é responsável por triangulações no ataque e uma presença mais incisiva na área adversária. Moisés se segura mais na zaga, tendo mais características de marcação. Sem Arana, o Corinthians perde a infiltração e passagem do lateral, o que reduz bastante as jogadas pelos lados em uma zaga congestionada.

Clayson / Romero
Ontem, Clayson perdeu uma chance incrível de gol. Essa não é uma falta tão enorme tecnicamente — podemos dizer que no quesito Clayson é até melhor que o titular Romero — mas sim de um tal “dando certo”. Romero estava melhor encaixado no time. Pode-se ver isso no seu entrosamento com Arana. Além disso, Romero é melhor finalizador. Não é um exímio atacante mas é visível que Clayson peca muito nesse fundamento.
Kazim / Jô
Apontado pela torcida como pior em campo, Kazim fez um jogo horrível. Jô é muito importante para o time por dois motivos. O primeiro é a sua capacidade de segurar a bola entre os zagueiros e esperar a passagem de alguém. É possível reparar muitos lances que o Cássio rifa a bola e Jô consegue dominá-la e tocar rápido para algum meia que vem chegando. Isso de certa maneira é uma forma sagaz de pegar o adversário despreparado, já que o lance surge de um tiro de meta apenas.

O segundo ponto é a precisão de Jô. É claro que ele comete alguns erros mas dificilmente isola a bola no arremate. Kazim chutou uma bola em cima do goleiro e não conseguiu fazer mais nada. Nada contra o profissional nem muito menos a pessoa. Mas, desculpa, ele não tem futebol para estar num time grande como o Corinthians.
Balbuena também não jogou ontem e na mesma posição, Pablo retornou. Não se pode colocar Pedro Henrique tão diferente assim de Balbuena. O único ponto é o cabeceio do paraguaio, que pode servir de solução para momentos difíceis dos atacantes.
É claro que também não se pode colocar a “culpa” apenas nos substitutos. Alguns jogadores ficaram muito abaixo, como no caso de Rodriguinho que errou tudo o que fez. Além dele, Jadson também precisa readquirir as boas partidas de outrora.

No mais é isso mesmo. O Corinthians tem agora outra pausa de 14 dias e só volta a jogar no dia 10 no clássico contra o Santos na Vila Belmiro. Carille tem que corrigir alguns erros do jogo de ontem. Pensar em outras soluções como Paulo Roberto para a vaga de Arana é uma delas. Jadson e Pablo precisam readquirir o ritmo de jogo. Assim voltaremos ao trilho das vitórias.
