NFL PLAYOFFS 2016 – AFC

Cincinnati Bengals (12–4)

QB AJ McCarron

Stats da temporada regular

  • Recorde: 12–4 (3º da AFC)
  • 26,2 pontos por jogo (7º)
  • 3.923 jardas aéreas (15º)
  • 1.805 jardas terrestres (13º)
  • 17,4 pontos cedidos (2º)
  • 42 sacks (10º)
  • Turnover ratio: +11
  • FG: 23/28

Pela 5ª vez consecutiva, a franquia de Cincinnati vai para os playoffs, algo nunca feito em sua história. Por outro lado, os Bengals não conquistam uma vitória na pós-temporada desde 1990, ou seja, 26 anos atrás, apesar de desde então terem participado dos playoffs mais 6 vezes. Portanto, há grande dúvida quanto a franquia ser vitoriosa na pós-temporada devido a esse histórico. Então, qual seria a diferença dessa temporada para as outras 4 anteriores em que o QB Andy Dalton falhou em levar seu time à tão sonhada vitória nos playoffs?

Podemos começar a responder isso pelo próprio QB da equipe, Andy Dalton. Apesar de estar fora dos playoffs, Dalton viveu e liderou esse ataque para, possivelmente, a melhor temporada de sua carreira, conseguindo 10 vitórias e 2 derrotas em seus 12 jogos na temporada regular. Sim, 12 jogos, pois Dalton quebrou o dedão da sua mão usada para lançar a bola na semana 13, contra os Steelers, pondo fim no restante de sua temporada. O QB conseguiu 3.250 jardas aéreas, 25 TDs, apenas 7 INTs e um rating de 106,2 no período em que esteve ativo, além de ter anotado 3 TDs terrestres. Desde a lesão de Dalton, o reserva AJ McCarron passou a ser titular e tem jogado decentemente, tendo conseguido 2 vitórias em 4 jogos, além de 6 TDs, 854 jardas aéreas, 2 INTs e um rating de 97,1.

Apesar de não ter sido um dos grandes destaques da liga, o ataque dos Bengals foi o 7º da liga em pontos marcados, com 419. Grande parte do poderio ofensivo dos Bengals vem de seu corpo de recebedores, como o WR A.J. Green, que teve 1.297 jardas recebidas e 10 TDs, e o TE Tyler Eifert, que teve 615 jardas recebidas e 13 TDs (maior número entre os TEs da liga), ambos selecionados para o Pro Bowl.

Por outro lado, o que de certa forma deixou a desejar nessa temporada foi o jogo corrido. Com uma das melhores OLs da liga e um backfield com dois jovens jogadores talentosos, era de se esperar que os Bengals fossem um dos melhores times da liga correndo com a bola, algo que não se concretizou. O time de Cincinnati foi apenas o 13º em jardas terrestres na liga, com 112.8 por jogo, e o 4° em TDs, com 18. Grande parte dessa decepção com o jogo terrestre vem dos dois principais RBs da equipe, Jeremy Hill e Giovani Bernard, que apesar de terem impressionado em temporadas anteriores (principalmente o Hill), não conseguiram manter o padrão elevado, tendo o primeiro conseguido apenas 794 jardas em 223 carregadas, porém, com 11 TDs, e o segundo 730 jardas em 154 carregadas e apenas 2 TDs.

Por outro lado, se tem algo do time dos Bengals que realmente impressionou nessa temporada foi a defesa. Com apenas 279 pontos sofridos nos 16 jogos, a defesa dos Bengals foi a 2ª melhor nesse quesito da liga, além de ser a 11ª em jardas cedidas por partida, com 340.8, 10ª em sacks, com 42, e 3ª em INTs, com 21, das quais 8 vieram do líder de interceptações da liga – empatado com o CB Marcus Peters (KC) –, o S Reggie Nelson (Pro Bowler). Além de Nelson, o DE Carlos Dunlap e o DT Geno Atkins (Pro Bowler) também merecem destaque por terem, respectivamente 13.5 e 11 sacks cada.

No wild card round, os Bengals enfrentarão, no dia 9 de Janeiro às 23:15 no Paul Brown Stadium, os Steelers. Caso vençam, irão até Boston enfrentar os Patriots, no dia 16 de Janeiro às 19:30.

WR AJ Green

Texto: Tiago Pelegrineti

Edição: Felipe Borges

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