NFL PLAYOFFS 2016 – AFC

Pittsburgh Steelers (10–6)

QB Ben Roethlisberger

Stats da temporada regular

  • Recorde: 10–6 (6º da AFC)
  • 26,4 pontos por jogo (5º)
  • 4.603 jardas aéreas (3º)
  • 1.724 jardas terrestres (16º)
  • 19,9 pontos cedidos (11º)
  • 48 sacks (3º)
  • Turnover ratio: +2
  • FG: 35/42

Reinvenção e adaptação. Essas foram as palavras do ano em Pittsburgh. Após sofrer com inúmeras perdas graças a lesões, a equipe teve que se reiventar e se esforçar em dobro para conseguir chegar a pós-temporada. A temporada que se mostrava promissora foi marcada por alguns problemas capitais antes mesmo de começar. O WR 2º anista Martavis Bryant foi suspenso pelos 4 primeiros jogos da temporada após ter sido pego no exame antidoping da NFL, o RB Le’Veon Bell foi suspenso por 2 jogos após um incidente com drogas em 2014, o K Shaun Suisham rompeu o LCA no jogo do Hall of Fame, contra os Vikings, e foi colocado no IR e o C Maurkice Pouncey sofreu uma grave lesão no tornozelo em uma partida da pré-temporada e esteve fora de campo desde então, mesmo não sendo oficialmente declarado como fora da temporada.

As contusões não pararam por ai e foram se acumulando tanto no lado ofensivo quanto defensivo da bola. O LT Kelvin Beachum rompeu o LCA, o RB Le’Veon Bell rompeu o LCM, os CBs Cortez Allen e Senquez Golson (calouro) tiveram problemas no joelho e ombro, respectivamente, o OT Mike Adams não conseguiu se recuperar de uma cirurgia nas costas e permaneceu na PUP List ao longo de toda temporada, o QB Ben Roethlisberger teve uma entorse no joelho que o forçou a perder 4 jogos e seu reserva, o QB Mike Vick, teve uma lesão na parte posterior da coxa que obrigou o 3º QB Landry Jones a assumir a titularidade em dado momento da temporada.

A reivenção que a franquia passou não se limitou à resposição de jogadores lesionados, mas também ao fato de ter perdido grandes líderes – tanto em campo como fora deste – na offseason. O futuro HOFer S Troy Polamalu e o veterano CB Ike Taylor se aposentaram, enquanto o HOFer DC Dick LeBeau rumou para Tennessee. O trabalho do novo DC Keith Butler, ex-técnico de LBs, era de recriar o medo que as equipes tinham ao enfrentar a defesa dos Steelers e torna-lá competitiva novamente. A mesma, que já não mostrava nem mais flashes de ser aquela dominante unidade que encantou o mundo nas últimas décadas, e constantemente era chamada de “soft”, ou seja, amolecida ou sem garra, foi mais uma vez o elo fraco da equipe. O tão criticado corpo de LBs foi rejuvenescendo ao longo dos últimos anos – desde 2013, todas as escolhas de 1º round no draft foram LBs – terminou o ano com um saldo positivo, assim como a linha defensiva. Foram 48 sacks anotados em 2015 (3ª melhor marca da NFL), o que representa significativo avanço para uma equipe que não batia a marca dos 40 sacks desde 2011 e chegou a somente 33 sacks na temporada passada. Entretanto, a secundária foi, de longe, a unidade mais desastrosa de toda a equipe nessa temporada. Apesar de ter sido responsável por grande parcela das INTs da equipe (17) e ter colaborado com a reconhecível evolução da defesa na redzone, o desequilíbrio era notório e foi um dos fatores preponderantes para algumas derrotas. O quarteto formado pelos CBs William Gay, Antwon Blake e os S Mike Mitchell e Will Allen foi protagonista nessa péssima defesa contra o passe (3ª pior da NFL), permitindo 271.9 jardas aéreas por jogo.

Com a defesa sendo o elo fraco do time, o ataque – mesmo repleto de lesões – teve que recompensar e liderar vitórias improváveis, que contribuíram substancialmente para a nova aparição nos playoffs. Mesmo sem seu signall caller e halfback titulares por parte considerável da temporada, a equipe foi capaz de anotar boas marcas. Foram 26.4 pontos por jogo (5ª melhor), 395.4 jardas totais (3ª melhor), 287.7 jardas aéreas (3ª melhor) e 107.8 jardas terrestres (16ª melhor). O WR Antonio Brown foi o maior destaque, sendo o líder da NFL em recepções (136), anotando 1834 jardas e 10 TDs. O backup RB DeAngelo Williams teve 1274 jardas totais (907 terrestres) e 11 TDs, apesar de só ter começado 10 jogos como titular.

Caso os Steelers queiram conquistar seu 7º Super Bowl, a defesa terá que aparecer quando for preciso, forçando turnovers e contendo os ataques adversários. Outro ponto importante será o ataque manter o alto nível e não perder a posse da bola. Algo que pode abreviar a pós-temporada da equipe da Pensilvânia é a ausência do RB DeAngelo Williams, que sofreu uma lesão no pé na última semana da temporada regular e não treinou desde então. Além de muito superior tecnicamente correndo e recebendo passes que os outros jogadores ativos do roster, Williams é muito importante na proteção do QB Ben Roethlisberger, que também precisará estar saudável se os Steelers quiserem vencer partidas.

No wild card round, os Steelers enfrentarão, no dia 9 de Janeiro às 23:15 no Paul Brown Stadium, os Bengals. Caso vençam, irão até Denver enfrentar os Broncos no dia 17 de Janeiro às 19:40.

WR Antonio Brown

Texto: Paulo de Tarso

Edição: Felipe Borges