Quem é você?
Já pensou se está sendo verdadeiro no seu dia-a-dia? Ou usa máscara há tanto tempo que nem percebe?

Quem me conhece de perto sabe que toda a minha carreira se desenvolveu ajudando as empresas a se tornarem mais eficientes. Aparentemente, eu deveria escrever sobre minha profissão, mas já tem muita gente escrevendo materiais de qualidade. Ainda hei de escrever sobre os assuntos práticos, porém me sinto compelido pelas situações que vivi na última semana a falar primeiro sobre o essencial.
Eu ando ativo no LinkedIn (se quiser acessar meu perfil, clique aqui) porque quero conseguir um emprego. Então tenho me conectado com muita gente, comento um post aqui e outro ali, procuro vagas e também posto algumas coisas e vi algo muito interessante em alguns comentários e posts sobre os perseguidores de likes, críticas contra os que ajudam as pessoas desempregadas e contra os que divulgam vagas e perfis de pessoas que estão na busca por um novo trabalho e fico pensando: por que as pessoas ficam julgando as intenções dos outros, se há interesse por trás de ajudar uns aos outros? Nosso Senhor Jesus Cristo, O mais sábio entre todos, disse para nós:
“Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão.” — Mateus 7, 5
Não sou nenhum santo e sei que tenho um monte de defeitos, mas descobri que a coisa mais importante da vida é: buscar a verdade sobre si sempre! Só assim se consegue tirar a trave do olho e enxergar a vida com clareza. A Igreja Católica dá uma boa ajuda neste sentido, pois temos o sacramento da Confissão, que é precedida de um profundo exame de consciência. Você não precisa ser católico para fazer isto e não se trata de um artigo sobre fé, mas independente da sua posição social, da sua idade ou de seu momento na vida, um profundo examente de consciência pode lhe proporcionar a maior de todas as conquistas: saber quem você é. E aqui estão algumas das muitas perguntas que lhe podem ajudar e que tenho também feito a mim mesmo:
- Sou soberbo e vaidoso? Considero-me superior aos outros?
- Procuro aparentar algo que não sou para ser valorizado por outros? Aceito a mim mesmo? Vivo na mentira e no engano? Sou escravo dos meus complexos?
- Que uso tenho feito do meu tempo e dos talentos que Deus me deu? Me esforço para superar os vícios e inclinações más como a preguiça, a avareza (apego às coisas materiais), a gula (ambição desenfreada por acumular coisas), a bebida e a droga?
- Em qualquer lugar onde estou, colaboro para criar um clima de reconciliação com paciência e espírito de serviço?
- Se me ofenderam, perdoei ouguardei rancor e desejo de vingança?
- Insultei meu próximo? Escandalizei-o gravemente com palavras e ações?
- Sou invejoso? Sou fofoqueiro e enganador? Difamei alguém? Violei segredos?Fiz julgamentos precipitados sobre outros? Falei mal de alguém?
- Causei algum dano físico ou moral aos outros? Criei inimizade com ódios, ofensas ou brigas com meu próximo?
- Tomo tempo para discernir?
- Respeito o tempo e a necessidade dos outros?
- Quando me corrigem fico agradecido?
Se você está em um momento ruim, desempregado, ou perdeu um ente querido, ou faliu, ou se separou, ou que a vida esteja indo de vento em popa, o que for; saiba que agora é hora de uma grande renovação e de começar ser sincero consigo mesmo, assim você descobrirá quem você é de verdade.

Tudo neste mundo é limitado, medido e pesado, com o trabalho é a mesma coisa. E antes de pensarmos em tudo isto precisamos partir para a jornada na descoberta da nossa própria voz, fazendo isto vamos acabar se tornando uma pessoa melhor e digo mais: se você fizer essa busca épica, vai se sentir compelido a tornar o lugar onde está mais nobre.
A família, a empresa, a comunidade religiosa, o clube, seu grupo de amigos, podem ter uma ou várias pessoas mesquinhas, falsas, corruptas e fofoqueiras. Nada disto importa: estes lugares devem ser enobrecidos pela sua presença, pelos seus valores e pela sua personalidade sincera.
Vejam mais um motivo para se conhecer e ser verdadeiro com você mesmo: uma enfermeira australiana chamada Bronnie Ware, que trabalha há muitos anos com pacientes terminais, escreveu um livro chamado “The Top Five Regrets of the Dying” (Os Cinco Maiores Arrependimentos de um Moribundo — tradução livre). Eis a lista dos principais arrependimentos das pessoas no leito de morte:
1 — Queria ter aproveitado a vida verdadeira e não da forma que os outros queriam;
2 — Queria não ter trabalhado tanto;
3 — Gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos;
4 — Queria ter estado mais em contato com os meus amigos;
5 — Queria ter me permitido ser mais feliz.
Todos estes arrependimentos são causados por uma vida de mentira. Então, meu caro, TRATE DE FALAR A VERDADE PARA VOCÊ.
Caso tenha algum comentário, mande um WhatsApp para +55 24 98118–4608. Vou gostar muito de ouvir sua opinião. Muito obrigado!
