5 mitos sobre energia solar fotovoltaica

Muitas pessoas tem ideias equivocadas, quando se fala sobre geração de energia através de sistemas fotovoltaicos, comumente chamados de painéis solares. A ideia que muita gente tem é de que “isso é só pra quem vive em áreas isoladas”, “não é economicamente viável”, “a eficiência ainda é muito baixa”, “as baterias tem que ser trocadas com muita frequência”, “não funciona em dia de chuva”… Isso sem falar que muitos confundem a geração de energia elétrica pelo Sol com os sistemas de aquecimento de água através do Sol.

A lista não termina aqui, mas você provavelmente tem ou já teve alguma dessas opiniões sobre o assunto. Se for o seu caso, este texto é pra você. E fique feliz por estar enganado! A realidade é melhor do que você imagina.


1. “Já uso isso lá em casa faz tempo, pra aquecer a água!”

Muito comuns no Brasil, os sistemas de aquecimento de água através dos coletores solares não são o mesmo que geradores fotovoltaicos. Estes últimos geram eletricidade. A luz do Sol incidindo sobre os módulos fotovoltaicos (que muitos também chamam de placas ou painéis) é transformada em corrente elétrica, a qual pode ser aproveitada no momento da geração, ou armazenada em baterias para consumo posterior.

Módulos fotovoltaicos (acima) transformam a luz do Sol em eletricidade. Coletores solares (abaixo) utilizam o calor da radiação vinda do Sol para aquecer água.

2. “A eficiência ainda é muito baixa…”

Muita gente associa a relativamente baixa eficiência dos módulos com a ideia de que é economicamente inviável adquirir um sistema fotovoltaico.

A eficiência de um módulo fotovoltaico é definida como o percentual de energia luminosa incidente num módulo, vinda do Sol, que é de fato convertida em energia elétrica. A eficiência dos módulos fotovoltaicos mais comuns no mercado (Silício policristalino) gira em torno de 16%. Aparentemente, trata-se de um valor muito baixo. Mas isso não implica que um sistema fotovoltaico com estes módulos não vale a pena ser comprado.

Na verdade, a eficiência do módulo por si só não indica muita coisa sobre retorno financeiro. A ideia do retorno financeiro é um pouco mais complexa. O sistema como um todo custa um determinado valor, e gera uma determinada quantidade de energia ao longo da sua vida útil. A relação entre estes dois valores pode ser entendida como o quanto em dinheiro foi necessário gastar para gerar uma unidade de energia. Ou seja, é a “tarifa energética” do gerador fotovoltaico. Se este valor é menor que o valor da tarifa que você paga para poder consumir a energia elétrica fornecida pela distribuidora presente na sua cidade, o sistema fotovoltaico é viável. E quanto maior a diferença, mais viável ele se torna. No Brasil, em praticamente todas as localidades já é mais barato gerar a própria energia do que comprá-la da distribuidora. Com uma vida útil de 25 a 30 anos, um sistema fotovoltaico pode levar de 5a 11 anos para se pagar, dependendo principalmente do potencial fotovoltaico da região e da tarifa de energia cobrada pela distribuidora.


3. “As baterias são muito caras e tem que ser trocadas com frequência”

Nem todo sistema fotovoltaico precisa de baterias. Em locais remotos, onde não chega o poste de uma distribuidora, a única solução para quem quer ter um sistema fotovoltaico é, de fato, utilizar baterias. Isto porque o gerador precisa da luz do Sol, mas a maior parte do consumo ocorre à noite. Além disso, este tipo de sistema precisa ter alguns dias de autonomia, caso ocorra algum período longo de chuvas, em que o gerador não vai conseguir trabalhar a pleno vapor.

Estas baterias possuem vida útil de 3 a 5 anos, e precisam ser substituídas para que o sistema continue funcionando devidamente. E este fato encarece bastante o sistema.

Entretanto, em locais onde existe presença da rede de uma distribuidora de energia, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) permite, desde 2012, que um sistema fotovoltaico possa ser conectado à própria rede de fornecimento, sem necessidade de baterias. A energia gerada pelo sistema é consumida diretamente pelo proprietário, evitando a compra de energia da distribuidora. Em horários em que a geração seja maior que o consumo, este excedente é injetado na rede, que serve como uma “bateria virtual”. Quando o consumo é maior que a geração (à noite, por exemplo), a energia “armazenada” na rede é devolvida ao consumidor. Isto barateia muito o sistema fotovoltaico. É importante salientar que, por uma questão de segurança, quando falta luz vinda da rede pública o sistema fotovoltaico conectado à rede se desliga automaticamente. Portanto, utilizar um sistema conectado à rede não significa que nunca mais vai faltar luz na sua casa.

Sistemas fotovoltaicos conectados à rede permitem gerar a própria energia sem a necessidade de baterias

4. “Isso é só pra quem vive em áreas isoladas…”

Gerar a própria energia através do Sol é um direito de todo consumidor de eletricidade. Esteja ele numa fazenda longínqua onde não chega o fornecimento de uma distribuidora, ou no centro de uma grande cidade. Desde 2012, quase 9 mil unidades consumidoras brasileiras se beneficiam da eletricidade gerada por sistemas fotovoltaicos próprios, conectados à rede.

Gerar a própria energia é uma questão de independência. Pense maior desejo da maioria dos brasileiros: a tão sonhada casa própria, se livrar do aluguel… De maneira semelhante, pense que gerar a própria energia significa se livrar do “aluguel” de energia que eternamente pagamos, sem nem nos darmos conta. E o Sol nasce todo dia, é uma fonte inesgotável de energia.


5. “Não funciona em dia de chuva…”

Ao contrário dos sistemas de aquecimento de água, um gerador fotovoltaico também gera energia em dias nublados, e até em dias de chuva. É claro que a produtividade será afetada quando o céu não está limpo, mas os módulos utilizam a luz, e não o calor do Sol, para gerar energia.


Agora você já sabe que a geração de energia à partir do Sol é mais simples do que você imaginava, e que vale a pena fazer isso. Tanto para o seu bolso, quanto para o ambiente. Informe-se. Entenda como você pode se beneficiar desta tecnologia que cada vez mais faz parte da vida dos brasileiros. Não fique de fora!

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