Eu compartilho, tu compartilhas

Por que o ser humano moderno, e conectado, sente vontade de compartilhar tudo e todo o tempo? Quando nossa vida tornou-se interessante a ponto de ser compartilhável?

Vamos dar uma olhada em algumas estatísticas primeiro:

277.000 tweets;

2.460.000 posts no Facebook;

216.000 fotos no Instagram;

72 horas de conteúdo no YouTube;

Tudo isso em 1 hora.

Isso é muito conteúdo! E se ele está sendo compartilhado, é por que alguma parte dele está sendo consumido. Agora entender o motivo de tanta gente estar produzindo tanto conteúdo é outra história.

A internet tem seu início datado da década de 1960, no período da Guerra Fria, porém começou a tornar-se o que é hoje apenas em 1992 quando o cientista Tim Berners-Lee criou a World Wide Web. E a partir daí a coisa cresceu exponencialmente.

Alguns anos depois, quando a internet já estava acessível a mais pessoas, ainda era difícil/trabalhoso/custoso publicar conteúdo na web. No final da década de 1990 não haviam muitas fontes de informações sobre programação e ferramentas que facilitariam a vida de quem queria se aventurar na web — quem tentava tinha que desbravar coisas como Geocities e afins — ou seja, a internet era dominada por grandes portais que podiam investir na infraestrutura necessária ou em aventureiros solitários e muitas vezes sem sucesso.

A situação começou a mudar de figura em 2004 com a criação do Orkut, pois nele as pessoas podiam publicar informações como fotos usando a infraestrutura da própria rede social, ou seja, qualquer um poderia entrar e fazer parte daquilo. A partir daí a coisa continuo crescendo e chegou no que é hoje.

Fotos de suas refeições, gatos, mamilos e até nudes são compartilhadas incansavelmente o tempo todo, o motivo disso é simples: Aceitação. Ao postar uma foto de um gato a pessoa está dizendo “OLHA MEU GATO PELUDINHO NA MINHA COZINHA GOURMET…”, é tudo uma questão de interpretação.

Quando se escreve, na maioria das vezes, e necessário ser muito claro ao expor suas ideias, agora quando falamos de imagens a coisa fica mais subjetiva. Uma selfie em frente ao espelho pode servir para mostrar seu novo iPhone ou apenas para provar que você sente-se bem consigo mesmo a ponto de postar tal foto.

Like what you read? Give Fábio Pauluk a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.