Descubra agora o que são fintechs: a solução definitiva para se libertar dos bancos!

“Nós precisamos de serviços financeiros, mas não de bancos”, Bill Gates
As fintechs são empresas inovadoras e que fornecem serviços financeiros diversos intermediados por soluções tecnológicas. No rol de atividades podem ser elencados o controle de gastos, empréstimos, fornecimento de crédito e uma gama de serviços consideráveis.
No Brasil, as startups com esse perfil têm encontrado um mercado consumidor bastante promissório, sobretudo porque são campeãs em qualidade de atendimento e concorrem com um sistema de bancos que é considerado inadequado para os padrões dos consumidores atuais — principalmente quando a referência é a geração Y, composta por nascidos entre 1977 e 1997. Esses clientes buscam alternativas mais flexíveis e que realmente se adequem às suas necessidades.
Para facilitar a abordagem, aproveitei para fazer um apanhado geral sobre o atendimento dos bancos tradicionais ao consumidor brasileiro, com base em pesquisas de órgãos de defesa do consumidor.
Confira esses dados, são um soco no queixo:
Round 1: Bancos vs consumidores

No Brasil é lugar comum a bronca dos consumidores com o atendimento das agências bancárias, com a burocracia e as taxas abusivas que são praticadas pelo setor. Porém, o país não exceção, em todo mundo existe esse questionamento, mas aqui há uma tendência a que os altos índices de insatisfação sejam altos e duradouros.
Até mesmo a instituição financeira responsável pelo controle de todos os bancos centrais do planeta aponta deficiências graves no sistema bancário do Brasil. O BIS relata que o nosso país é o terceiro mais lucrativo para os as instituições bancárias, mas também as elenca como as mais ineficientes do planeta.
Logo, como fica a satisfação dos clientes diante de tamanha discrepância entre lucros exorbitantes e a mais completa falta de competência?
E há outros meios de comprovação da insatisfação do consumidor no Brasil em relação aos bancos. Pesquisa da PROTESTE atesta que o índice de satisfação chega a apenas a 60%. É importante salientar que em pesquisa divulgada em 2014 pela mesma instituição também houve a constatação de alta insatisfação por parte da clientela com o sistema bancário.
Outras instituições também constaram a ineficiência dos bancos perante as necessidades dos consumidores. Dados do ReclameAQUI apresentam a existência de grandes instituições financeiras entre as mais reclamadas e que, quando comparadas entre si, a tendência é de que o índice de satisfação seja predominantemente mediano ou baixo.
Também se pode citar a pesquisa do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), que aponta um grande descumprimento por parte dos bancos em relação às regras de relacionamento com os consumidores. Houve a constatação do não cumprimento em 36% dos processos de abertura de contas, assim como em 58% dos pedidos de crédito e em 23% da quitação antecipada e encerramento de contas — apenas reforçando, em alguns dos tipos de serviços, na maioria das vezes (58%)os bancos não respeitaram a forma correta de atendimento aos clientes.
Round 2: há altos índices de insatisfação em todas as regiões do país

Regionalmente, também é perceptível a grande insatisfação dos consumidores, sobretudo com a grande quantidade de reclamações fundamentadas — aquelas que resultaram em processos — que foram realizadas entre anos de 2014 e 2016 pelo Procon de cada estado.
No Sudeste, no ano de 2016, o Procon de São Paulo acumulou 10% de reclamações contra empresas que prestam “serviços financeiros” entre as cinquenta primeiras do ranking até o dia 06 de agosto.
No Centro Oeste, em 2016, o Procon do Distrito Federal divulgou a lista das dez empresas mais reclamadas de 2015 — nela constam três intuições financeiras. No ano de 2014 houve a presença de duas, sendo que uma estava liderando o ranking. Em 2013, quando os dados começaram a serem publicados, consta uma presença bancária. De modo geral, percebeu-se o aumento de descontentamento nos três anos seguidos com os bancos, aumentando de uma instituição para três, em três anos.
O Nordeste também não foge a regra, o Procon da Bahia registrou 769 reclamações no primeiro semestre de 2015 contra empresas prestadoras de “serviços financeiros”, ocupando este setor o terceiro lugar entre os mais reclamados.
Os consumidores do Sul também sofrem com as instituições bancárias. Três empresas que prestam serviços financeiros se encontram entre as mais reclamadas com índice de 80 a 100% de não resolução. O documento foi publicado pelo Procon do Paraná, relativo ao ano de 2015.
Por fim, o estado da região Norte apresentou os piores índices de satisfação. No Acre também se percebe uma insatisfação considerável: a categoria “assuntos financeiros” lidera o índice reclamações fundamentadas, com 38,5%. Além disso, seis entre as dez empresas mais apontadas são enquadradas nessa categorização.
Antes de finalizar este tópico, é necessário explicar que o Procon é um órgão vinculado a cada estado e não a União, por isso não encontrei uma pesquisa geral que fundamentasse a taxa de insatisfação em todos os estados ou por abrangência regional.
Por isso, selecionei cinco estados de cada região (Norte, Sul, Nordeste, Centro Oeste e Sudeste) que fornecessem uma pesquisa bem descritiva e justificada a respeito da categoria “assuntos financeiros”.
Finalizado o rol de estados, percebe-se que há um mal estar generalizado na população brasileira quando o assunto são bancos.
Aproveite e se livre deles definitivamente. Veja como:
A salvação vem das fintechs!

Os chineses dizem que onde existe caos, também há oportunidade. Em um modelo de completa oposição aos antiquados tipos de serviços anteriores — os descritos logo mais acima — surgem as fintechs. São empresas que oferecem uma gama bem vasta de serviços que realmente atendem às necessidades dos consumidores.
Porém, para não perder o foco do artigo, vou comentar apenas sobre os serviços mais básicos relacionados exclusivamente aos bancos, como cartões de débito e crédito e tipos de conta fornecidos.
Deleite-se com as possibilidades:
Nubank

Essa se tornou a fintech mais famosa do país e certamente é uma das maiores sensações dentre as startups do Brasil no momento. Motivos não faltam: é uma operadora de cartão que oferece seu produto sem anuidades e tarifas.
Considerando os juros e as tarifas que são praticados pelos bancos brasileiros, certamente esse primeiro diferencial chegar a ser disruptivo, mas ainda existem outras facilitações.
O consumidor, através de aplicativo ou pelo site da empresa, pode solicitar que a compra seja contestada ou ainda bloquear o cartão com um simples clique. Além disso, o atendimento é 100% online e não é burocratizado, sendo que a maioria dos e-mails é respondida em até uma hora após seu envio.
Esse posicionamento, que difere em muito das outras organizações no mercado, trouxe seus frutos. Na última edição do Latam Founders Awards, o Nubank levou o prêmio de melhor empresa focada em cliente do ano. E ganhou também o prêmio pela melhor equipe de marketing em evento no Vale do Silício.
Celcoin

O Celcoin é um aplicativo que funciona como uma conta corrente: com ele é possível realizar pagamentos, transferências, depósitos, saques, recargas de celulares e outras operações. A vantagem nesse caso é que tudo pode ser feito de forma centralizada e sem a necessidade de ter que encarar filas, tudo pelo próprio telefone.
Outro fator que é bem vantajoso na utilização das soluções dessa fintech é que a maioria dos serviços utilizados é isenta de tarifas. Nas operações de DOC ou TED, por exemplo, a transferência sai a custo zero.
Digio

A clara vantagem do aumento das fintechs no mercado tem realizado seus efeitos inclusive nas tradicionais organizações bancárias. O cartão Digio é um belo exemplo disso. Ele é um braço tecnológico do banco CBSS, que vende seus produtos em mais de 140 lojas por todo país e que existe desde 1994. Mesmo que essa relação não esteja explicitada no site, ela pode ser encontrada no termo de adesão do cartão.
De qualquer forma, é um produto interessante e que começa a dar seus primeiros passos no mercado de cartões no Brasil. Basta baixar o App, disponível na Google Play e na Play Store, e realizar a solicitação de uso — nesse caso há uma interessante vantagem em relação ao Nubank: não há necessidade de pedir um convite. Basta realizar o pedido, que imediatamente será realizado o processo de análise.
As vantagens também não são poucas: o cartão é isento de anuidade e de tarifas.
Banco Neon

“Tipo um banco, só que totalmente diferente” é o lema desse novo serviço financeiro. E considerando a forma como as tradicionais financeiras se comportam, a ideia é excelente.
É um banco totalmente online que fornece um rol interessante de tarifas, já que anuidade do cartão de crédito e a manutenção da conta corrente são totalmente gratuitos. Dessa forma, o serviço se torna muito mais focado no consumidor e ainda permite que tudo seja resolvido pelo celular.
Para adquirir o serviço, basta baixar na Play Store ou na Apple Store e realizar a solicitação para obter o cartão, que realiza a análise de crédito — assim como todas as outras soluções financeiras citadas.
Mais um fator que é interessante a ser elencado é o fato dessa fintech se focar no público jovem, por isso, opta por não pedir comprovação de renda.
O diferencial desse produto é que ele realmente é um banco, mas totalmente digital.
Original

Tendo como grande idealizador do projeto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, este banco contou com um aporte gigantesco apenas para a criação de sua plataforma online: R$ 600 milhões.
O projeto não é focado exatamente em um público mais jovem, porém, pelas características tecnológicas, vale a pena ser citado.
É um projeto que realiza operações em agência, possuindo endereços físicos nas cidades do Rio de Janeiro e em São Paulo. Porém, também considera valores que não são priorizados por bancos tradicionais, já que o projeto não é exclusivamente físico e o atendimento é diferenciado.
Porém, para evitar as tradicionais burocracias e mal atendimento, os procedimentos também são realizados de forma totalmente online.
Intermedium

Esse projeto, assim como o anterior, tem as suas diferenças com relação as startups. É um banco que foi criado em 1994 pela MRV Engenharia na cidade de Belo Horizonte. Desde a fundação até o momento atual, a instituição bancária adquiriu um patrimônio líquido de R$ 337 milhões de reais. Além disso, possui 38 agências espalhadas pelo país, excetuando-se a região Norte.
Aparentemente, considerando esses dados, parece um banco como outro qualquer. Porém, tem viabilizado vários serviços em sua conta digital, que vem fazendo grande frente às startups. A conta corrente online não cobra tarifas, assim como o cartão de débito e crédito, que não têm anuidade.
Além disso, para quem é cliente online, tem acesso a todos os benefícios que as demais fintechs oferecem e uma cartela interessante de possíveis investimentos que podem ser realizados por meio da conta — tudo isso pode ser realizado por meio do aplicativo, que permite o acompanhamento das transações.
As mudanças são significativas
O mais interessante dessas soluções tecnológicas é que as fintechs tendem a ser mais flexíveis que os tradicionais operadores bancários também no momento da análise de crédito, facilitando os procedimentos. Ou seja, uma maravilha para quem precisa de um cartão e não quer lidar com a típica burocracia bancária. Fora o atendimento, que tem se demonstrado completamente focado no consumidor.
E você, o quê está esperando? Corra para abrir sua conta e pedir seu cartão. As opções são várias!