Fabiana, esse texto foi, no bom sentido, uma grande vingança em grande estilo, provavelmente as…
Marcus Brancaglione
51

Aimeudeus!!! Deixa eu juntar o meu tico e teco da Humanas aqui, porque realmente eu tenho zero leitura e treinamento em filosofia. Tudo que sai da minha cachola nesse sentido é invencionice braba! :-)

Principio da Liberdade: eu entendo isso como um principio de não-escassez de espaços simbólicos. Aquilo que você escreveu no seu último texto: só idiotas autoritários (doentes mentais) sentem a necessidade de entrar na cabeça e na vida dos outros pra eliminar perigos simbólicos ou adversários nas suas lutas doentes por controle e poder. Tipo, não é difícil isso. Onde tem gente debatendo “duas liberdades que se opõe,” geralmente uma dessas liberdades, ou ambas, são idiotices doentes. Gente suficientemente sã, dentro da quota normal de loucura das pessoas normais, vive de boa automaticamente com todo o mundo que é assim. Talvez não haja um mecanismo melhor de identificar o que é “doença” versus o que é uma “posicao politica”: aquilo que faz o cara ficar incompativel com outros sistemas de liberdades não-doentes é doença. Trump (“autoritarismo”, “fascismo”, “nazismo”) não é uma posicao politica, não é uma burrice honesta, uma imperfeição do jogo normal da polis, é uma doença, um pensamento autodestrutivo, uma psicose da polis.

Não existe escassez de “espaço”, de “coisas”, fisicas e mentais, para colocar e acomodar todo o mundo de boa vontade. Como dizia aquele outro, existe o suficiente para todas as necessidades (need), mas não para todos os desejos (wants). Wants é doente, é infinito, needs é o real, é um pouquinho só.

Principio da Igualdade: eu entendo isso como Renda Basica, como acesso aos Meios Vitais. O principio da igualdade (economica) é o principio do acesso a uma vida digna, tão simplesmente, pois gente normal, animais normais, pegam o mínimo para viverem, e param. Gente doente acumula, monopoliza, e sempre quer mais, ad infinium (gente com 50 milhoes responde questionario dizendo q ta insegura, e que se tivesse 70 milhoes talvez estivesse de boa… e assim vai). Como o planeta sempre teve o suficiente para o minimo de todos os humanos, a pobreza eu explico evocando outro conceito, da Heather Marsh: o da equivalencia. Todo humano é equivalente, e sempre que vem papo de “oportunidades iguais para pessoas iguais,” dá merda, porque as pessoas não são iguais. Equivalencia é um conceito politico: todos tem a mesma voz, todos tem o mesmo “voto.” E isso também se relaciona com UBI e o minimo vital: quem passa fome não está brigando pelo seu espaço politico, sua voz, e não consegue defender sua equivalencia. E eu acho que se UBI existisse universalmente, o dinheiro extra acumulado, as “fortunas,” NÃO importariam, porque elas nao conseguiriam mais controlar as mentes livres de forma tão total. UBI universal é o fim de 99% da força politica do capitalismo, da economia decidindo que 1% decidem as leis e o resto que se foda sua opinião.

“Vingança”, hahahahah! Pois é, o seu livro, eu tô lá traduzindo, quase morro, porque começa a me dar vontade de pegar uma AK-47 e botar a boininha do Che. Mexe muito as idéias. Fevereiro agora vai ser a maratona de tradução, ou eu termino ou morro tentando!!! O meu pitoco vai voltar lá pra Blumenau, e eu vou poder botar um foco maior no trabalho.

Foda é tu que foi lá e pá, e continua indo lá e mais pá. Aguardando o seu take sobre a “bomba,” tô mega curiosa.

Princípios em prática, com certeza. Não tem a menor chance de eu não realizar isso tudo. Vai acontecer alguma coisa, especialmente se despertou interesse em ti, é mais um sinal de que não posso estar puramente viajando na maionese!

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.