An UBI draft I will never finish

This essay has been sitting in my drafts tab since May 13th. I’ve reread it and it is clear I will never be able to finish it. It is in a mix of English and Portuguese. It’s broken and it’s garbage. I can’t delete it, so I am just going to post it as-is.

It is somehow related to my latest essay.


Why am I insisting on that Basic Income Currency project?

Why not just give my Real Cash(TM) or donate my Actual Things to people who need them?

I have given Real Cash(TM). I have given Actual Things to people who needed them. It’s great. It’s the best thing ever, that is, until you run out of “easy” surplus of cash and stuff, as I have. I have reached the limit of my courage, so I keep stuff for myself, and limit myself to giving some tiny portion of what I have: the typical pocket-change we hand out to the armies of beggars that this world of “economic austerity” has created.

But if giving works, then so why won’t I just do that until I die and STFU? Why am I wasting my energy trying to come up with other “systems” if I could just actually work to create Actual Stuff or Actual Cash, to increase my own personal pile of Things That I Can Give Right Now to Other People Who Need it? I could have some income, and then I take a cut of that and then I give that away. Like taxes. If I am pro-Socialism, then why can’t I just take 50% of what I earn and dole it out as a voluntary tax? Why not just go Personal Denmark or whatever is that socialist country that Michael Moore likes? Am I not pro-Basic-Income? Can’t I just emulate being a Personal Benevolent State?

I actually tried that. But I can no longer work. I, personally, am allergic to all hierarchies, and to production. There’s nothing that is both worth doing and whose conditions and costs/rewards of doing actually make sense to me. But even if Good Jobs still existed (if they have ever existed) and I could get comfortable in one of them doing random shit that capitalists and their managers think are worth doing until I died, I think there’s something stronger that I can do. It will work better than me just doing straight up Personal Denmark and shutting the fuck up (or doing regular Basic Income activism, given UBI pays for itself so campaigning for it IS paying for it and therefore to other people at the same time and in the long run but I digress).

I wrote a long Twitter thread that sort of rambles on and on and eventually gets near the point I want to make here. That thread motivated this essay. In short, just Giving Actual Money and Actual Things is not enough for me. Many people have been doing that for ages but things are not changing — the outdated cultural beliefs, the hegemonic culture of competition and mistrust. We still live in a world of fear.


varias pessoas. fazendo. performando

moeda local. vs. dinheiro “eterno”

dar dinheiro: voce transfere parte do “poder eterno”. quem tem, pode acumular ao inves de circular. tornando-se poderoso. o “dinheiro eterno” tem uma conotacao ruim, intrinseca.

dar coisas: é melhor que dar dinheiro, mas voce tem que achar especificamente quem quer essa coisa. é cansativo. e mesmo que voce faca um ebay global de coisas para dar, não é o ideal. pois você dá, e nunca mais. é só um hassle. voce pode tambem doar todas as suas coisas para uma empresa de doacoes, que vende as coisas a preco barato aos pobres. (e os muito pobres ficam de fora). ou voce doa a uma igreja ou outra entidade que entao doa.

mas essas doacoes tambem nao estao criando um mundo novo. pois elas nao registram como um sistema. elas sao silenciosas, nao sao quantificadas. a doacao e um ato que se registra no “campo morfogenico” (sheldrake?), mas e de lá, como que ele se manifestará nos nossos sistemas sociais?

doacao desafia DIRETAMENTE a sociedade hierarquica. as “ponzi societies”? o capitalismo, o poder, a exploracao, o darwinismo social, o TINA (There is no alternative)?

O mundo poderia funcionar somente com doacoes, com compartilhamento, sem nenhuma competicao? Claro que poderia. E claro que será assim um dia. A questão é, quando e como chegaremos nesse dia. Eu pessoalmente acho que tem algo melhor a fazer com as minhas coisas do que doa-las, ou vendê-las e dar o “dinheiro real” as pessoas. ou “trabalhar” (validar esse mundo de producao baseado num paradigma de medo, competicao, escasses) para depois “desvalida-lo” no ato de doacao — de forma e com intensidade talvez menor, menos socialmente visivel do que a minha participacao nele. Afinal, as eleicoes sao uma farsa, mas votamos, porque não votar é muito pior — e as elites que montam esses circos “democraticos” vao sempre fazer que não votar, não participar será pior.

Como escapar dessa chantagem? Como psicologicamente amplificar as nossas fatias de nao-participacao, visto que espiritualmente, atraves dos atos de bondade secretos, individuais, elas ja estao prontas para descer ao psicologico, ao social?

O que eu estou fazendo é, acho, acredito, não algo em detrimento da nao-participacao secreta, espiritual, mas um florescimento dela. senao não estaria fazendo isso.

O que é mais poderoso que doar? O que é mais poderoso do que trabalhar e compartilhar de renda obtida através da participacao num sistema escravagista?


Ora, um sistema financeiro novo, seguindo a linha do Sacred Economics. A premissa de eisenstein, e de outros que acreditam em moedas mais justas, sistemas financeiros mais justos, é em um “dinheiro sagrado”, como as moedas locais , que são completamente diferentes, e já foram demonstradas que constroem comunidades inteiras, e retornam o poder para as pessoas.

Um sistema financeiro em forma de “moeda local.” Mais precisamente o que eu estou fazendo é uma “moeda de pequena escala.” Local nao geograficamente, mas local no sentido de varias pessoas “da internet”, mas não necessariamente muitas. Uma “moeda complementar” ou “alternativa”, só que digital e da internet, ao inves de em comunidades locais necessariamente. (Talvez cada uma destas moedas, destes sistemas, seja usada por comunidades fisicamente locais, mais isso não é imposto pelo sistema, por cada instancia dele, cada moeda).

Tá, mas porque eu nao crio uma “moeda local” das que já existem várias? Porque elas não tem RENDA BASICA NELAS. E eu ja escrevi sobre isso: eu quero uma moeda que se dá, se cria, diariamente, para todas as pessoas do mundo. Ou ao menos de todas que participam, se cadastram nela. Todas as pessoas deveriam estar inseridas, cadastradas em pelo menos uma “moeda local de renda basica.” E se a moeda FUNCIONAR, por definicao deu tudo certo: a moeda faz a economia funcionar, produzir, ser aceita, e como tem renda basica, todos conseguem sobreviver com ela. Ninguem fica sem dinheiro!

E como essa moeda ira funcionar? Eu disse em outro artigo que ela ira funcionar se as pessoas tiverem empatia para dar valor a moeda. Pois ela nao serve para acumulo: ela tem um demurrage charge. Uma moeda de renda basica ideal é uma em que a renda basica do dia é tudo: assim ela atende as necessidades do presente, e nao as necessidades de pessoas que atenderam as necessidades de outros no passado, meramente porque tinham condicoes para tal, e sempre a terao, pois cada vez que dao algo, recebem de volta o mesmo valor em moeda.

Entao essa moeda serve como um veiculo para aguçar, incentivar, performar o desejo de empatia, o desejo de doar coisas. Voce doa uma coisa que a pessoa esta “comprando” com seu dinheiro de renda basica. Ja de cara, ninguem consegue explorar esse sistema, pois uma unica pessoa nao pode rodar uma cidade pegando tudo pra si, pois ela tem um dinheiro limitado.

E finalmente, o insight novo: o que torna esse sistema muito muito muito legal e util é atraves da internet e da escala. Quando mais pessoas usarem o sistema e quao melhor forem as ferramentas da internet para mediarem o uso dessa moeda, mais valiosa ela se tornara e mais REAL e poderoso dentro das pessoas se tornara essa rede de seguridade.

Imagine um site tipo amazon com as “coisas para doar” de milhões de pessoas. Imagine as pessoas colocando todas as coisas que não usam mais, mas ao inves de doarem, o fazem incentivando um sistema de creditos de renda basica. A renda basica ja existe, na moeda, e ao “doar” (vender por moeda nao cumulativa de renda basica) suas coisas, a cada coisa “doada” (vendida), voce NAO SO MERAMENTE ESTA DANDO ALGO FISICO para alguem que precisa, o que é MUITO BOM e registra no campo morfogenico espiritual do mundo, no coracao e na alma da humanidade, mas voce tambem está POLITICAMENTE VALIDANDO O PODER DA MOEDA, voce esta dando PODER EFETIVO, poder POLITICO, “ECONOMICO,” dando na CARA do capitalismo, derrotando ele no proprio jogo de “valor,” de “valor de troca.” A moeda se torna acesso a uma “commodity” que o capitalism JAMAIS DARÁ aos capitalistas: a participacao em uma sociedade feliz. Preenchimento. AMOR realizado, testemunhado socialmente como ato.

Você da a coisa para quem precisa. E a pessoa, ela COMPRA. Ela faz o mesmo que um usuario da amazon faz. Ela é uma consumidora de uma fé geradora do mundo que sabemos que é possivel: um mundo de abundancia, sem medo, sem competicao, sem pobreza, sem hierarquia, sem opressao.

Ela vai nessa “amazon,” clica no que quer, e paga com sua renda basica. E recebe em casa ou vai buscar (ou paga a entrega). Muito diferente de mendigar em uma igreja ou esperar favor de alguem especifico, pronto para depositar tralhas quebradas nela que nao necessariamente ela tem algum uso ou sabe como revender ou consertar. O PODER A ESCOLHA ESTA NA MAO DE QUEM RECEBE. LEGITIMADA POR RITUAL MONETARIO, DE TROCA. É outra experiência, totalmente diferente.

Em Sacred Economics, é dito que muitas moedas locais “morrem” eventualmente porque param de ser aceitas. Essa moeda nasce não sendo aceita, e continua, confiante. Assim como as linhagens espirituais aparecem e “somem,” sem representantes, ficando dormentes até renascerem em um novo ser pronto para carregar novamente a consciencia, a moeda da renda basica nasce à espera das pessoas que vêem nela a possibilidade de um mundo novo. Ela irá ficar pronta, e esperar. Se tanto ela quanto as pessoas forem capazes de realizar essa visão aqui expressa, ela eventualmente se tornará realidade.

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