Da Tanzânia à América Latina; De Uruk à Londres: ou Como o primata fugiu das garras do T-Rex e se tornou um médico, padre ou policial, contribuindo para o nosso belo quadro social.

(Esse texto, escrito em meados de 2008, não fui eu quem escreveu: é de uma fonte que quer permanecer anônima)

No princípio éramos apenas primatas. Da África, nos espalhamos pelo mundo, com certa dificuldade. O bebê humano, além de frágil, demora muito para “andar com as próprias pernas.” Num planeta com dinossauros, nossa expectativa de vida beirava os trinta, mas um grande meteoro com certos quilômetros de raio acabou com eles, levando junto a maior parte da vida da terra.

Com a paciência evolutiva, a vida floresceu novamente. Neste novo planeta o primata evoluiu e à certa altura se tornou sapiente. O crescimento do seu cérebro acompanhou a perda da força física, mas com a ajuda do polegar e do cérebro, o homem construiu ferramentas. Começa seu processo de pseudo dominação.

O primata sapiente aprendeu a se comunicar, domesticou animais, aprendeu certos padrões do funcionamento do universo e desenvolveu a agricultura. No Oriente Médio surgiram as primeiras cidades. A população aumentou, saiu do campo e foi às cidades, promovendo o que seria chamado de Revolução Industrial.

Entendendo a qualidade de vida como a quantidade de coisas, o homem apostou nessa revolução como nenhuma outra. Nesta linha de produção, as idéias providas pelo cérebro humano também foram industrializadas. Como nos tempos das cavernas, diversos mitos foram criados e difundidos entre a espécie, como o mito da nação e religião.

Em nome da evolução e da conquista, a terra foi se tapando de concreto e as pessoas se perderam nas multidões. Carroças cedem espaço a pistas de oito faixas e ferrovias, daquelas que não se pode pegar uma carona. A Revolução da quantidade de coisas não melhorou a qualidade de vida, mas criou problemas considerados por nações e religiões, como o maior da espécie: efeito estufa e aquecimento global.

Nosso domínio está em perigo! Nosso crescimento em torno dos mitos colocou o planeta em Cheque-Mate! Os arsenais nucleares podem detonar a terra diversas vezes, cientistas advertem que o nível da água vai subir, transformando cidades e países em Atlântidas, e ninguém os escuta! A temperatura ficará mais instável e aumentarão as catástrofes naturais. Estamos perdidos! Vamos destruir a Terra!

Esta é a História da humanidade contada por nós mesmos. Infelizmente a realidade não é feita de um ponto de vista. Mesmo somando os 7 bilhões de pontos de vistas, ainda seria parcialmente humano, primata.

Como é que o nósso planeta contaria nossa História a outro planeta?

JÚPITER: E aí vizinha, notei que você está mais azul, me diz uma coisa, que fim levou aqueles humanos?

TERRA: Júpiter, mas que surpresa! Humanos? Olha, eles mal chegaram e já foram embora! Acho que não gostaram do planeta. Se multiplicaram e acabaram se desentendendo com o resto das espécies. Logo vi que se tratava de um vírus. Os humanos são suicidas e prepotentes. Se mataram achando que tinham acabado comigo, vê se pode!

JÚPITER: Sério? Mas que tolinhos, não viram nada! Se aquele meteoro das antigas apenas te deixou de cama, como é que eles achavam que podiam acabar contigo?

TERRA: Pois é! Espero que a próxima espécie tenha menos pressa!

JÚPITER: Não se preocupe vizinha, você está melhor sem eles, está ficando cada vez mais azul! Até logo! E não esqueça do aniversário de 7 bilhões de anos da Galáxia!

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