Um Sonho: Azul da cor do Mar
Marcus Brancaglione
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Marcus,

Terminei de ler o texto e estou tentando lembrar dos fragmentos de respostas que fui montando durante a leitura, que começou faz umas 4 horas. Mas o meu cérebro está falhando. Sobrando mais o coração mesmo. O que pode ser útil.

Você é genial. A sua intenção é pura. Você respeita o poder que tem. Você sabe o mal que idéias mal-cozinhadas podem causar.

Muito do que você escreveu, concordo. Algumas partes inclusive eu já havia chegado de forma independente e já concordava antes.

Vários pontos menores, de cunho mais “tático,” isto é, naquela coisa de que “se fizermos X, Y vai acontecer no mundo,” ali rola um certo descompasso ainda, pois ainda não desisti de certas esperanças que eu acho que já descartaste.

Aprendi que a epistemologia precede a ideologia. Vou refletir mais sobre isso — sobre o que isso implica no mundo “tático” dos debates políticos, sociais, econômicos, culturais, de “negócios” e “tecnológicos.” Adorei a posição de que o libertarismo é uma posição epistemológica. Isto é, este texto inteiro, e outros que havia lido, sobre a líber, sobre a cosmovisão do ser vivo, do ser humano, e da sociedade de seres, humanos ou não. Quando se debate “libertarismo” em inglês, acham que é a ideologia libertária dos EUA, do pessoal insolidário que se enche de armas pra defender o que é seu, inclusive o seu racismo e o seu direito de “libertar” (doutrinar) os outros para dentro do seu mundo mental cheio de ignorâncias óbvias.

Enchi o texto de highlights porque era tudo foda.

Basicamente estou no meu limite de operação mental. Eu acho que daqui ainda sai muita coisa, com o tempo.

Fiquei muito feliz em saber que te ajudei a tirar este texto de dentro de ti. É um texto importante. Para quem genuinamente se pergunta a origem de muitos problemas, ele é a resposta. Para quem quer realmente saber, o teu texto está aí, para ser lido. Todo mundo adora “se perguntar” retoricamente, mas quando alguém responde de fato, não ficam felizes. Assim como você, quando a resposta vem, eu ouço, com as duas orelhas em pé, e ouço até o fim, com as células, com o sangue mesmo, muito depois de o meu cérebro já ter capotado e entrado em “loop” viajando na sua própria maionese, até cair em exaustão e sobrar só o Tico e o Teco que digitam.

A revolução virá. Vamos vencer. O mundo que nossos descendentes irão construir não será uma “utopia perfeita,” mas vai ser muito, muito legal. Porque o ser humano é capaz.

Fabi

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