Monólogo.

Eu vi você e toda a sua felicidade se esvaindo,

eu vi toda a sua vaidade se transformando em uma auto estima,

que por sua vez, se encontrava mais baixa que a sua pressão.

Assim como, um certo tempo atrás, eu vi você indo embora,

saiu pela porta, disse que não voltaria mais,

‘preciso buscar uma resposta dos meus pais’, dizia,

mas eu sabia que aquele não era o único motivo,

porque depois de um tempo, eu finalmente percebi: Você PRECISAVA ir embora.

Mas precisava ser agora?

Eu vi você dividido

entre o caminho colorido, feliz e confortável

e o preto e branco,

que por mais monótono que fosse, era até uma escolha aceitável

afinal, dentro da sua cabeça, o que importava de fato

era você se sentir aconchegado,

mas você foi embora, e nem me disse qual caminho pegou.

Simplesmente sumiu.

E eu não te julgo por isso,

você estava, ou pelo menos parecia, feliz,

mas, se você soubesse escapar das situações em que a minha vida cruza

os momentos da sua, você lembraria o caminho de volta.

E eu meio que preciso de você aqui, mesmo sabendo que você não vem.

Não vou te dizer pra voltar,

fique onde está, eu vou te encontrar,

e me encontrar também,

afinal, com a sua ida eu também me perdi

mas calma, daqui a pouco eu te alcanço.

Só espero não tropeçar no meio do caminho,

por favor, não jogue pedras ao chão quando estiver puto

eu sei que o mundo é bruto,

mas tente se manter calminho,

caminhar sobre pedras não é muito legal.

Falo por experiência própria.

E depois de alguns meses da sua descoberta,

eu me encontro aqui, conversando comigo mesmo

esperando que as minhas palavras viagem no tempo e alcancem você,

meu eu de um tempo atrás

pra que de alguma forma, eu possa te dizer

que agora

eu preciso ir embora também.

Te vejo já.