O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), por ser originado de fatores genéticos, pode ser classificado como um transtorno neurobiológico que manifesta-se ainda na infância e regularmente acompanha o paciente por toda sua vida. Seus principais sintomas incluem impulsividade, inquietação e desatenção.
É Possível Prevenir o TDAH?
Prevenir o TDAH ainda não é possível, pois trata-se de um transtorno de origem genética. Porém, alguns cuidados podem ser tomados durante o período da gestação, a fim de minimizar o risco de desenvolvimento do TDAH sobre o feto. Não passar em locais que possuem grande incidência de chumbo, por exemplo, é uma dessas precauções.
Quando acomete uma criança, o TDAH pode prejudicar sua socialização com outras crianças, além de diminuir seu rendimento escolar, com notas mais baixas e dificuldade em manter o foco. Já quando acomete adultos, um dos aspectos afetados é o rendimento necessário para o alavancamento de suas carreiras profissionais.
Tipos e Graus do TDAH
O TDAH caracteriza-se por uma série de sintomas, incluindo a desatenção e a hiperatividade-impulsividade. As classificações de tipo e grau do TDAH se dão com base na quantidade de sintomas apresentados pelo paciente.
O transtorno pode ser dividido em três categorias, sendo elas:
- Apresentação combinada: quando há indícios de desatenção e hiperatividade-impulsividade durante os últimos 6 meses;
- Predominantemente desatento: quando há indícios de desatenção, porém sem a presença de hiperatividade-impulsividade, durante os últimos 6 meses;
- Predominantemente hiperativo-impulsivo: quando há indícios de hiperatividade-impulsividade, porém sem a presença da desatenção, durante os últimos 6 meses.
Para ser diagnosticada com TDAH, a criança precisa apresentar seis ou mais dos sintomas citados acima. Já adultos e adolescentes maiores de 17 anos podem apresentar até cinco sintomas, para que seu diagnóstico seja confirmado.
Além das classificações, o TDAH pode ser dividido por três graus diferentes, sendo eles:
- Leve: são vivenciados poucos sintomas além dos necessários para se obter um diagnóstico de TDAH. O transtorno de grau leve resulta em nada mais do que pequenos prejuízos no desenvolvimento social do paciente, bem como no acadêmico ou profissional.
- Moderado: são vivenciados sintomas ou prejuízos contidos entre os graus “leve” e “grave”.
- Grave: são vivenciados muitos sintomas além dos necessários para se obter um diagnóstico de TDAH, que resultam em acentuados prejuízos no funcionamento social e profissional do paciente.
Prevenir o TDAH — Manifestação em Diversas Fases da Vida
Geralmente, quando se fala em TDAH, logo este é associado a crianças. No entanto, este distúrbio pode estar presente em todas as fases da vida, cada qual com seus sintomas específicos.
- Bebês — bebês com TDAH podem sofrer mais cólicas, serem raivosos ou difíceis de consolar, além da dificuldade para dormir e se alimentar.
- Crianças — podem ser desobedientes, inquietas, distraídas, fáceis de irritar, além da dificuldade de concentração e variação no desempenho escolar.
- Adolescentes — o adolescente com TDAH pode ser inquieto, apresentar dificuldade em manter o foco em determinada atividade, além de ser mais impulsivo e enfrentar problemas de memorização.
- Adultos — os adultos com TDAH podem cometer vários erros em atividades que necessitam de concentração, são distraídos, inquietos e impacientes. Além de perderem prazos e compromissos com frequência, perdem também o interesse em alguns assuntos muito facilmente.
Principais Causas do Desenvolvimento do TDAH
Os fatores que causam o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade podem ser listados como:
- Fatores neurobiológicos, incluindo genética e anormalidades cerebrais;
- Fatores ambientais, incluindo a exposição ao chumbo, sofrimento fetal e problemas durante o parto;
- Substâncias ingeridas durante o período de gestação, como álcool e nicotina.
Tratamento do TDAH
Depois de diagnosticado o TDAH por um profissional especializado, os tratamentos indicados podem incluir profissionais de diversas áreas, como neurologistas, psicólogos, terapeutas e pedagogos.
Psicoterapia estrutural, ginástica cerebral, coaching, dietas específicas (como a cetogênica) e uso de medicamentos específicos podem minimizar a intensidade e frequência dos sintomas do TDAH, proporcionando uma melhor qualidade de vida ao paciente.
