Vinte e muitos anos.

Não sei pra vocês, mas estar a beira dos 26 anos me trouxe algumas reflexões que até muito pouco tempo não faziam muito sentido.

Vício em balas Finni, bebedeiras em dias de semana, trocar de nome na balada, passar número errado, enfim, coisas que até ontem eu fazia, hoje me deixam na dúvida se é adequado.

Quem diz o que é adequado? Onde posso encontrar o “Guia dos 26: Truques e macetes para não pagar de novinha na balada”?

Nesses meses que precedem os 26, sinto como se estivesse gestando algo, como se minha cabeça e meus hábitos estivessem se preparando para receber um novo “ser”.

Pra vocês, isso faz algum sentido?

Quando fico com um cara, já não faço aquela triagem: Gato, Interessante, Cara de quem manda bem (HAHA). Já me pego em papos profundos, querendo ver além do esteriótipo da balada ( Jeans, camisa xadrez, Vans surrado, barba e cara de indie), em busca de um cara legal, que ao menos gaste mais tempo comigo, que queira me ver no outro dia. Quem sabe no outro…e no outro. Parece loucura, mas o que é volátil não me atrai mais.

Aquelas amigas que só querem balada e tem papos mais vazios que os pastéis da Viçosa, me dão gastura, já não as vejo mais com a antiga frequência, e a tendência, é piorar.

Troco qualquer festa por um barzinho com os amigos, prefiro aquela calça jeans velha e confortável aos tubinhos que apertam até minha vesícula. Salto então? Já posso dizer que ostento uma bela coleção de tênis e sapatilhas todas trabalhadas no conforto.

E aí doutor, com todos esses sintomas, será que eu tenho mesmo essa tal: Adulticite?

Nunca me imaginei falando isso, mas acho que cresci e estou mesmo me tornando uma mulher.

Era pra isso tudo dar medo e frio na barriga?

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