Carta #21 | beleza do bem em poucos passos

Já contei por aqui que meu interesse pela beleza do bem é consequência de uma atenção maior com a minha alimentação, um desdobramento da decisão de me tornar vegetariana e que me trouxe o desejo de entender melhor as escolhas que eu fazia.

Me parece sensato que o mesmo cuidado que eu tenho em escolher a minha comida, eu tenha com o que eu passo na pele. Quando eu fiz a conexão entre esses dois temas, beleza e alimentação, já tinha lido muitos livros e visto muitos documentários sobre nutrição e comida de verdade. Michael Pollan, Peter Singer, Carlos Petrini e a franco-brasileira Sophie Deram foram alguns dos nomes que influenciaram meus caminhos.

Eles tinham dicas e fórmulas simples para que eu pudesse tomar decisões de forma independente. E como autonomia sempre foi importante para mim, acabei desenvolvendo mecanismos facilitadores para escolher os produtos de beleza que entram na minha rotina. Abaixo, compartilho com alegria alguns desses aprendizados, quem sabe você também não adapta para outras áreas?

// Escolher produtos com menos ingredientes

Já percebemos a importância de ler o rótulo de alimentos industrializados e de questionar certos ingredientes. Mas como conferir a composição de esmaltes, maquiagens, perfumes e hidratantes se eles apresentam componentes com nomes tão complicados quanto “Methylchloroisothiazolinone“? Não é simples, mas é necessário para quem quer tomar decisões pensando na saúde e no meio ambiente.

Uma forma de evitar as químicas desnecessárias é aprendendo a identificar parte desses componentes, ter uma lista mental de alguns que gostaríamos de evitar. E também aprender a detectar os ingredientes naturais, como óleos e extratos de plantas.

Procurar por produtos com menos ingredientes é um bom começo. Especialmente quando se trata dos sem enxágue (como cremes e óleos perfumados), dos de uso diário (shampoos e sabonetes) e os que são aplicados muito perto dos olhos, mamas e axilas.

// Resgatar conhecimentos antigos

Eu aposto que o bolo da sua avó não levava xarope de glucose ou gordura vegetal hidrogenada. O processamento industrial torna a comida complicada e estranha ao nosso corpo.

Antigamente, nos tempos das avós (ou bisavós, dependendo da sua idade), além do alimento, também eram feitos em casa os tratamentos de beleza. Os produtos industriais eram caros e quando comprados, se usava em pouquíssimas quantidades.

A verdade é que não precisamos de um produto para cada área do corpo e podemos economizar bastante fazendo algumas receitas em casa à base de plantas, com ingredientes que vão da cozinha para o chuveiro.

// Evitar supermercados e farmácias

É nos supermercados que encontramos os maiores estímulos para o consumo de alimentos ultra-processados, abarrotados de açúcares e conservantes. Evitando esses centros de compras e dando preferências a feiras de produtores, podemos comprar ingredientes frescos e cheios de sabor, sem apelo publicitário.

Na farmácia e nas perfumarias é a mesma coisa: os produtos possuem muitos conservantes para estender sua vida nas prateleiras, além dos corantes e micro partículas plásticas para ficarem mais atrativos.

Nesses lugares, também somos convidados a comprar tudo embalado, produzindo uma quantidade enorme de lixo. Fazer produtos em casa ou comprar de pequenos produtores que têm preocupação com o aspecto ambiental pode ser o começo de uma mudança de comportamento.

// Esse texto foi escrito originalmente para o blog da minha amiga Nyle Ferrari (clique aqui pra conhecer!) e enviado na minha newsletter. Para se inscrever, clique aqui.