Presentear com doação

Perguntei para alguns amigos, com interesses bem diferentes, quais projetos e instituições eles apoiam (ou gostariam de apoiar) para que continuem existindo. Cheguei em uma lista que pode ser uma referência muito boa pros presentes de final de ano, por exemplo.

Se você sente que não está precisando de um presente, sugira aos seus familiares que façam uma doação em seu nome para uma instituição de sua escolha. Se, por outro lado, você quiser dar algo que faça a diferença, pense no que é importante para quem você vai presentear e escolha o projeto com base nisso. Essa ideia pode até levar a um amigo-secreto especial.

Importante lembrar que nessa hora é bacana checar se o projeto está alinhado com os seus valores, e se o dinheiro das doações é destinado direitinho. Faça uma pequena pesquisa antes de bater o martelo, se puder marque uma visita!

A lista é colaborativa e ela ainda pode aumentar. Algumas causas ainda não estão representadas nela. Espero suas sugestões no meu e-mail: fernanda.canna@gmail.com! ;)

+ A Luiza Voll e a Dani Arrais, super especialistas em internet, indicaram o É Nois, um programa de formação de jovens jornalistas. Dá pra apoiar com grana pra manter a estrutura funcionando mas também com seu tempo, dando aulas ou orientações para os estudantes.

+ A dupla que toca a Oficina de Estilo, Fê Resende e Cris Zanetti, têm trabalhado com a ONG Santa Fé, que acolhe meninas/mães vítimas de violência. Além de dinheiro, elas precisam demais de doação de roupas, coisas de casa, de bebê e de higiene pessoal. No site dá pra fazer a doação (via assinatura mensal ou doação avulsa) e também tem como agendar uma visita para entregar tudo pessoalmente.

+ A estilista Flavia Aranha sugere doações para o CAPS. Inclusive esse vídeo explica melhor o projeto Oficina dos Anjos, que está precisando de ajuda pra bancar um módulo de capacitação e inclusão de novas integrantes no grupo. Nesse caso a doação pode ser feita em dinheiro mas quem sabe tricô e crochê também pode oferecer seu tempo para ensinar. Ela também indicou a Central Veredas, uma associação de artesãos mineiros, que está precisando fazer uma reforma no núcleo de tingimento. A Flavia tem uma marca de moda sustentável e ela me contou que o dinheiro arrecadado com o Projeto Circular (brechó online da marca que será lançado em janeiro) vai virar investimento nesses dois projetos.

+ Anna Candelária, dona da marca de sabonetes naturais e veganos Sabon Sabon, indicou a ONG Adote Um Gatinho, onde ela adotou o Hector, seu gatinho laranja. Muita gente também lembrou da ONG Cão Sem Dono, que sempre precisa de doações pra continuar ajudando os cães resgatados. Além das doações pontuais, é possível apadrinhar um cão (que fica sob a responsabilidade deles) ou fazer uma adoção responsável.

+ Meu marido, Toni Barros, lembrou que a gente pode doar sem gastar nada, fazendo a nossa declaração de imposto de renda pessoa física. É possível destinar até 6% do valor devido ao imposto de renda para um projeto por meio do FUMCAD (Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) ou da Lei Rouanet. Na prática, ao invés de pagar pro Leão, você doa o dinheiro para a entidade ou o projeto. Procure saber como funciona na sua cidade!

+ A Carla Link, que tá sempre pensando em novas formas de viver a cidade, escolheu um projeto do Catarse pra indicar, é A Casa do Pedrinho. A ideia do Pedro Chaves é transformar a casa que ele tem lá em João Pessoa em um espaço aberto à comunidade. Nas palavras da Carla: “Gostei da ideia, porque ela sai do eixo Rio-SP-Sul. E tem esse desejo de estimular a economia criativa onde os jovens não tem essa referência.”.

+ E o Pedro, dono do projeto aqui de cima, também fez uma indicação: O Fast Food da Política e o Molho Especial são projetos que estimulam o aprendizado de cidadania, gênero e gestão pública de uma forma gostosa, com jogos bem divertidos.

+ O cara que tem questionado o sistema da moda no Rio de Janeiro, fundador da Malha, André Carvalhal indicou a ONG TETO. O motivo? Ao invés de só dar dinheiro você também pode ajudar a construir uma casa para quem precisa.

+ O Silvio Soledade indicou o lar de idosos Casa Sant’ana e São Joaquim, onde ele é voluntário. São 48 anos de trabalho atendendo uma região muito carente da capital paulista. Além de dinheiro, eles também precisam de doações de alimentos.

+ A vegetariana Cristina Grosso indicou a ONG Bois de Forquilhas, de São José (SC). Eles precisam de ração para alimentar cerca de 33 bois que foram resgatados de maus tratos, além disso estão levantando uma quantia para transportá-los para sítios e santuários em outras cidades.

+ O Eduardo Alves indicou o Núcleo Assistencial Casa Caminho, um trabalho realizado em família que apoia crianças diabéticas em Jundiaí.

+ Minha amiga ilustradora Paola Saliby desenhou um pin para o projeto Pins Won’t Save The World, que está levantando fundos para causas que podem ser ameaçadas pela administração Trump.

+ Essa dica eu encontrei na minha timeline do facebook, a jornalista Carolina Marques Paino compartilhou o Meu Amigo Refugiado. Aqui a ideia não é a doação de dinheiro, mas sim de carinho: convide um refugiado para passar o Natal com você. A maioria deles não tem família e nem amigos no país. O projeto é do Migraflix, uma plataforma genial que promove trocas culturais entre refugiados e brasileiros.

+ Eu, Fê Canna, indico o instituto Adus, que atua na integração dos estrangeiros refugiados no Brasil. Eles tem vários programas importantes pra que isso aconteça, incluindo o que eles chamam de “orientação de trajeto”. Muito necessário! Dá pra doar em dinheiro online ou ajudar de outras formas, é só visitar o site para saber mais.

+ A artesã saboeira Fefa Pimenta contou que há muitos anos apoia a associação Aliança dos Cegos, é uma casa criada por cegos, que praticam diversas atividades de labor. Ela acompanha o trabalho deles desde os 17 anos, quando ela doou o primeiro salário da vida pra eles. Quanta sensibilidade!

+ A Viviane da Costa pensou na infância, nessa época tão lúdica da vida, e indicou a ONG Patotinha da Aldeia.

+ A Letícia Genesini, do São Paulo Saudável, curte muito o trabalho da Satisfeito, uma iniciativa do Instituto Alana para combater a fome infantil, por meio da conscientização sobre o desperdício alimentar. O trabalho deles não tem a ver com doação, os valores arrecadados com ações em restaurantes são repassados diretamente à outras organizações, como a Stop Hunger, que aceita doações diretas em dinheiro.

+ A Amanda Nagano é consultora de estilo e contou pra mim de um projeto do Grupo Espírita Batuíra, o Lar Transitório. É um lugar organizado e completo, que precisa muito de doações pra continuar assistindo moradores de rua que passaram por intervenções cirúrgicas.

* A inspiração veio desse post do Eco Cult. E eu recomendo a leitura desse outro post da Erin Boyle também.