Recife, 20 de outubro de 2017

Hoje nasceu esse diário com um propósito não muito claro. Acho que tô tentando jogar nas palavras um peso que minhas lágrimas não podem mais sustentar. Profundo, né? haha

Minha mãe mais uma vez se mostrou a mulher mais especial da minha vida e me fez enxergar o quanto eu estou devendo no nosso relacionamento. Eu a amo muito. MUITO.

Hoje foi um dos dias mais importantes na minha vida. Eu comprei meu primeiro carro. E eu devia está RADIANTE, SALTITANTE, ORGULHOSA. Eu batalhei demais por ele. Eu lutei. E eu sei que mereço cada pedacinho. Por dentro eu grito de alegria, mas ninguém sabe. Nem minha mãe (que foi quem dividiu tudo comigo, inclusive o valor do carro). Nem pra ela eu consegui mostrar esse entusiasmo. Terminei esse parágrafo e sinto que não, não estou gritando de alegria, eu estou destruída e nem a compra de uma das coisas que mais sonhei na minha vida mudou isso.

No final do expediente do trabalho foi quando tudo desmoronou. Tenho certeza que ela está com outra pessoa. Não sei como, mas eu sei. E uma coisa que aprendi foi que tenho que confiar na minha intuição. Que seja, então.

Não jogue papo de sofrimento quando outras pessoas estão envolvidas, se houve abertura, com certeza o sofrimento já foi um bocado embora.

Só sei que uma das coisas que mais queria no dia de hoje era que eu conseguisse adormecer rapidamente e que acordasse melhor amanhã.

Hoje eu tô tomando a cerveja: Colorado, Demoiselle. Forte escura Porter com café.

Resumo do dia: "Eu só aprendo apanhando."
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