whisper to me lies from a fairytale

novamente
o sonho
o lugar que imaginei pro nosso encontro nao lembro
lembro de ti
vestindo jeans
sentado de costas como que esperando alguem
esperava por mim
dei a volta no banco de madeira
era de varanda
era de praça
de prece nao era
era de sonho
e no sonho
nesse momento
meu peito queimou inteiro
padecia de febre interna
pousei
em teu colo
sono-lenta
como uma folha no verao
pousa no chao querendo
curiosa
toca-lo
senti-lo
beija-lo.
te beijei
rapido de labio colado
sorri em seguida
quando sorrio meus olhos juntam-se miudos
quase somem
quase nao vi teu rosto por conta do sorriso pequeno
de boca apertada
o coraçao
esse mar em tormenta
voce
sorriu
seu riso largo que nao mostra os dentes
como gosto desse riso
ele nao sai
do peito
da pelvis
desde o primeiro dia
que vi
nesse riso leve e vil
refletir meus devaneios mais hostis
teus braços me abraçaram severos
sedentos
no sonho
tua boca
desesperada
violenta
seu beijo meu beijo
o ceu
o vento
os sonhos
cobertos por fogo
em queda livre
teu colo ali
o vestido pequeno sentindo
minha pele no teu jeans
em tuas maos as costas desnuda ardendo
aquela musica de fundo
la no centro do cranio
doia aguda
doia dor bruta
tua mao em meu pescoço
como num laço justo
e esse anseio em me ver sufocar
na tua boca o ultimo ar
acordei suspiro ligeiro
o fone nouvidos murmurava
notas entorpecidas de desalento
e desejo
pensei nas nuvens na janela no aviao mais cedo
:
“a morte por um passaro suicida
de saco com a vida
na turbina
-morrer despencando deve ser quente”
os olhos pequenos
olharam minusculos
o pai dirigindo
a mae ao lado
num
subito
tremula assustada
soltei minhas maos entre as pernas
as coxas umidas
queimavam
no banco de tras