About me. :)

Olá caros leitores da cia de talentos! Primeiramente obrigado por ler, sei que já devem estar cansados de ler, mas prometo tentar ser breve.

Parece fácil escrever uma carta dessas, falar sobre nós e sobre o que já passamos na vida, mas a verdade é que nunca sabemos muito bem o que falar. Estamos sempre acostumados a olhar para fora, para o outro e raramente temos esse feeling de olhar para nosso interior e realmente perguntar, quem somos? O que queremos? Para onde vamos?

Bom, vamos começar pelo simples, me chamo Felipe Almeida, tenho 25 anos e sou o mais novo morador da nossa maior selva de pedra, São Paulo — SP. Garoto do interior, nascido e criado na grandiosa Jacareí (200 mil hab é grande, não?), capital da Cerveja!! Acostumado a brincar na rua, andar de bicicleta e raspar o dedão no asfalto. Saudades. Desde pequeno sou fã de brincadeiras em grupo, aquelas que sempre dão briga, porque um time é mais forte que o outro, ou porque separou os amiguinhos de sempre. Sempre achei que esse tipo de brincadeira tinha um “Q” a mais que as outras, nos proporcionava o contato, algo que naquela época eu nem entendia o que era.

Durante minha juventude eu sempre fui ligado as outras pessoas, sejam elas amigos, familiares ou até mesmo aquele tio da portaria do colégio. Sempre fui o ultimo a ser pego na escola e o primeiro a ser deixado lá, meus pais se matavam no trabalho para pagar a escola, então eu sempre ficava lá esperando e conversando com todos, eu me encanto pelas histórias das pessoas, cada um tem a sua, e cada uma é única.

Com o passar dos anos eu fui observando cada vez mais as pessoas, o ambiente no qual estamos inseridos e o mundo a nossa volta (que até a faculdade não era nada mais que meu bairro e escola). Mas foi na faculdade que vi a importância daquela conexão com pessoas que eu sempre tive. Durante todo o curso sempre me envolvi com atividades nas quais eu pudesse desenvolver algo novo, para que eu pudesse mudar algo a minha volta, melhorar o que quer que fosse. Naquele momento, aluno do curso de engenharia mecânica, em uma cidade do interior, eu vi o que eu queria buscar em minha vida. Defini que minha meta de vida seria impactar a vida das pessoas, algo que já vinha fazendo desde pequeno, quando passava aqueles minutos ouvindo o porteiro da escola, ou a tia da cantina. Essas histórias me moldaram, me fizeram ver que o mundo é maior que nossa casa, bairro e escola. Somos um todo, que carece de contato, e precisa urgente de pessoas que olhem umas para as outras.

Bom, contei tudo isso aqui para que vocês pudessem criar uma imagem minha, aquele garoto de Jacareí, que saiu da faculdade e veio para São Paulo tentar fazer algo diferente. Agora vem a parte do choque de realidade.

Durante a faculdade eu pude realizar meu estágio em uma pequena manufatura regional, empresa familiar na qual os donos tocavam o negócio com amor e simplicidade. Tive muito contato com eles desde o início, quando na entrevista um deles me perguntou: porque você está aqui, e não em alguma outra grande empresa, como seus colegas? Eu respondi que buscava uma experiência diferente, algo no qual eu pudesse realmente me desenvolver, e não ser apenas mais um numero no quadro de funcionários. A partir disso eu segui os passos deles, focando meu trabalho nas pessoas a minha volta, colegas de trabalho, superiores, subordinados, pares, clientes não importava a relação. Mas aí veio uma grande mudança, um convite para participar do corpo de uma renomada empresa em SP, na qual se apresentou como um berço de formação de agentes de mudanças em todo o mundo. Meu coração quase parou, será esta a grande chance que eu estava esperando? Como tinha muita ligação com os meus chefes e via neles uma relação além do trabalho, levei à eles a oportunidade e pedi a opinião sincera.

O mais novo nem me deixou terminar de responder e disse: “É a sua chance, aqui você não irá ser o que você quer, lá talvez você consiga, terá mais recursos” já o mais velho, me chamou na sala para conversar. Fui tremendo né, o chefão queria falar comigo. Ele me disse, no seu tom mais calmo do mundo: “Felipe, eu sei o que você quer, sei que não quer dinheiro, nem fama, nem status. Você quer ser mais, quer fazer mais e ser diferente. Então cuidado, empresas como esta que você está querendo entrar são excelentes em formar profissionais extremamente qualificados, mas é isso o que você quer?” Naquele momento eu não entendi muito bem o que ele queria dizer, e ele completou “Eu vejo que você merece mais do que eu posso te oferecer, mas cuidado para não se impressionar com as coisas erradas lá fora, se você quiser ir, vá. Te daremos todo o suporte que você precisar”.

Eu fui. Larguei meu estágio de 1 ano, em minha terra, para ir à uma multinacional na cidade de São Paulo. Com a esperança de fazer mais pelas pessoas. Durante minha estadia por lá, eu vi que as coisas não são um conto de fadas, infelizmente não são todas as pessoas que pensam em mudar algo, as vezes, elas só querem manter tudo como está, porque está ótimo assim. Foi meu primeiro choque, vi que aquela empresa que eu idealizava como o berço da mudança tão pretendida, era apenas mais uma, sobrevivendo sobre seus colaboradores. Ali eu entendi o que meu chefe do estágio queria me dizer. Não era o meu lugar, mas o choque foi bom, me fez ver o que realmente é importante para mim.

Algo que tenho muito orgulho em mim, são minhas convicções e valores de vida. Algo que tento passar a todos que estão comigo, nessa jornada longa que é a vida. Trato todos com todo o carinho que possuo e faço o impossível para ajudar. Recentemente fui recompensado com algo que não esperava, um grande amigo me deu a notícia, em primeira mão, de que seria PAI. Meu caro, eu quase morri do coração de tanta alegria por ele e pelo que ele me disse em seguida: “Cara, eu vou ser pai, tem noção disso? Eu vou precisar de ajuda, de toda ajuda. Mas eu quero um parceiro, para aqueles momentos que mais ninguém pode ajudar. Quero que você seja o Padrinho do meu filho, bora?” Meu coração parou, e eu perguntei porque ele tinha me escolhido, e ele disse “Ué, quem mais poderia ser? Você sempre esteve ao meu lado, me ajudou em tudo até hoje. Você é o exemplo que eu quero que meu filho tenha por perto, quero que ele saiba que ainda existem pessoas como você”. Meu amigo, esse é meu maior orgulho até hoje. Nada supera.

Bom, se você leu até aqui, já deve estar cansadX né? Eu estou terminando, é que eu precisava falar tudo isso para você entender um pouco de como eu sou, do que eu gosto. Falando nisso, o que eu mais gosto é justamente isso, conversar. Como eu gosto de juntar as pessoas e conversar sobre as coisas. Boas ou ruins. Acredito que nosso mundo carece de conversa. Mas as vezes esquecemos de parar, olhar e observar. Quem sabe até viver um pouco. Em meu ponto de vista, não existe coisa melhor que uma bela roda de amigos, e uma boa conversa. Ô coisa boa.

Com tudo isso eu preciso responder uma perguntinha de vocês né, porque ser trainee na J&J? Desde que eu me conheço eu passo na frente da planta de São josé dos campos, aquele prédio branco sempre me chamou a atenção, é grande, porém discreto. Cheio de área verde na frente, mas com um baita prédio tecnológico por trás. Isso já me mostrava que era uma empresa diferente das outras, que se preocupava em ser competitiva, mas sem perder a mão no cuidado. Cuidado esse que tem com tudo, seus colaboradores, clientes e até nosso planeta. E com tudo que eu disse até agora sobre mim, esta claro que este é o meu lugar. E é esse tipo de imagem que eu quero que fique de mim, alguém que se preocupava em dar o seu melhor à todos sem se preocupar com nada. A J&J é isso pra mim, uma empresa que faz de tudo para entregar o seu melhor, em todas as suas frentes.