Sete Aprendizados em Dois Anos de Tegra
Após 2 anos trabalhando na Tegra, estou me despedindo.

Neste tempo, aconteceu muita coisa… eu:
- passei de estagiário a júnior, de júnior a pleno
- acompanhei a empresa a mudar de escritório duas vezes pra comportar seu crescimento
- assisti mais de 40 talks internas
- fiz mais de 10 talks internas
- redesenhei e implementei o site da empresa duas vezes
- estruturei o programa de seleção e desenvolvimento/treinamento de estagiários
- vi seis estagiários serem efetivados e amadurecerem profissionalmente
- decidi não efetivar outros dois estagiários
- participei de mais de 6 projetos de pequeno, médio e grande porte nas áreas de finança, e-commerce, varejo, turismo e mobile
- ganhei o primeiro hackathon da GS1 Brasil com mais três amigos
- competi no HackZurich, maior hackathon da europa, com os mesmos três amigos
- trabalhei com pessoas e times incríveis
- trabalhei com clientes de diferentes tipos e perfis
- aprendi um monte de tecnologias legais (Python, PHP, Java (8!), NodeJS, ES6+, AngularJS, Angular 2+, Ionic 1 & 2, NativeScript, AWS, Docker, Beacons, C#, Jenkins…)
Enfim… aprendi muito, ensinei muito, errei bastante mas acima de tudo construí muita coisa legal lá: códigos e amizades.
Os códigos que fiz se tornarão inevitavelmente legados e feios, mas as amizades construídas e os valiosos aprendizados, levarei comigo.
Parei pra refletir sobre esse tempo trabalhando na Tegra e decidi compartilhar aqui sete de meus incontáveis aprendizados e vivências. Espero que possam lhe ser úteis!
#1: Não Tenha Receio de Ser Noob

“Putz, mas eu não sei nada sobre isso…”, respondi ao ser convidado pelo Caio Carrara pro meu primeiro meetup de tecnologia. “E daí? isso não é desculpa!”, ele respondeu.
Aprendi que ter receio de aprender por não saber é o maior erro que a gente pode cometer.
#2: Esteja Presente nos Lugares, de Verdade

O Willian Polis cumprimenta todas as vinte pessoas da sala com um aperto de mão e olhando nos olhos.
Aprendi a não ser neutro por onde passar — a oferecer e contribuir com o melhor que eu tiver em qualquer que seja o contexto.
#3: A Diversão Está no Aprender, o Resto é CRUD

Por algum pré-conceito subconsciente o qual não conseguiria explicar, eu acreditava que era “melhor esperar” antes de experimentar e aprender qualquer tecnologia nova. Ledo engano!
ES6, Docker, Pug, Promises, Vue… aprendi na prática sentando ao lado do Carlos André Ferrari.
#4: Cultura, Intuição e Processos Orgânicos Antes de Burocracia

Burocracia não garante que algo será feito, só que algo precisa ser feito.
Confiar nas pessoas, no saber e no fazer delas sobre o que há de ser feito é essencial pra criar uma cultura saudável, escalável e de qualidade.
Além disso, intuição não é achismo e nem algo descartável. É seu subconsciente opinando a partir de todos os seus estudos e vivências anteriores. Escute-a.
#5: Libificação 4 Life

Tem alguma idéia? Faça uma lib. Não tem alguma idéia? Procure alguma lib pra fazer. Não sabe como fazer uma lib do começo ao fim? Tudo bem, apenas comece.
O Mike Lima faz uma lib por fim de semana. Nem todas elas tem 3498743897 stars ou o código mais lindo do mundo, mas ele aprende e evolui muito com isso.
#6: Do The Lumberjack Development Style

Sabe aquele negócio que os professores da faculdade dizem sobre aprender bem as bases e conceitos de programação pra poder conseguir aprender qualquer linguagem ou framework em duas semanas?
Vi isso na prática com o Abner Ribeiro. É realmente questão de background e persistência pra resolver problemas.
Eu chamo de lumberjack development style.
#7: As Pessoas Formam os Lugares
Esse foi, sem dúvida, meu maior aprendizado.
Nas aulas de Sistema da Informação do professor Antonio Cesar Munari, da Fatec Sorocaba, eu havia aprendido sobre emergente sistêmico, conceito proposto por René Descartes.
Basicamente, ele diz que elementos não encontrados em nenhuma das partes de um todo aparecem na soma das mesmas.
Comprovei isso na Tegra. Fui parte de um todo e vivenciei a cultura emergente.
Daqui pra frente, de certo farei parte dos lugares por onde eu passar. Valeu, Tegra!
