Das folhas que caíam
Caminhando a Passos largos vinha um homem, nada tranquilo com o seu TOC nas mãos que pareciam como um balanço de parquinho na hora do Recreio, o caminho no qual seguia não era tão Largo e parecia se estreitar mais a cada passo que dava, até que então em frente a uma árvore baixa, ele parou, menos os seus bracos-balanço eles nunca param, imediatamente nota-se impaciência, ele caminha para lá e para cá, sem tirar os olhos da árvore baixa, ele para mais uma vez, senta-se, os olhos nem piscam, alguma coisa ali lhe chamou a atenção, impreguinou-se.
Passaram-se mais ou menos uns 20 minutos ou mais, não me recordo muito bem, quando daqui de onde estou escutei a sua voz pela primeira vez, ele gritou: “ Porque não sai de onde estás? Porque não me deixas ver o que por de trás tem a esconder?” me inquietei com a sua inquietação, até curiosidade me deu, ainda mais é claro. O que ele estava vendo? O que por de trás estavam a esconder? Porque seus braços não paravam de balançar como se fosse um pêndulo de relógio enfiado nos seus ombros? Eu queria apenas ter pernas, sim! Pernas, para caminhar de fininho e me esconder atrás de algum lugar que fosse pelo menos perto, para sussurrar todas as minhas dúvidas ao seu ouvido e esperar por uma resposta, ele gritava mais perguntas: “Saia! Deixe-me ver o que escondes? Porque tens vergonha de mim? O que lhe fiz?” então lanvantou-se bruscamente que até me assustou, fez com que uma ou duas folhas minhas caissem no chão, me fazendo sentir cócegas, ele virou-se e vi sua outra parte, achei engraçado, tinha um calombo enorme no meio dele, voltando a pegar o seu caminho mas dando apenas uns 5 ou 4 passos ele parou e se abaixou pegando umas pedrinhas que estavam ali nos seus cantos quietas adormecidas, acordaram assustadas, mas já era tarde demais, ele jogava as coitadas na árvore baixa gritando tão alto, mas tão alto que eu sentia outros acordarem ao meu redor, ele gritava: “Deixa! Deixa! Deixa! Saia! Se mostre! Deixa! Saia! Deixa! Se mostre! Eu sei! Sei que estás ai e que se escondes de mim! Sei porque na semana que passou, quando passei você sussurrastes no meu ouvido perguntando-me o que era amor! Só que me assustei e sai ocorrendo deixando-te sem resposta! Mas eu li! Eu li e pesquisei, eu fui atrás, de saber o que era o tal do amor da sua dúvida, e voltei apenas para dar-te uma resposta! Mas porque não susurras em meu ouvido outra vez? Porque não me respondes? Como vou saber se estás ou não ai novamente?”.
O seu desespero me desesperou, senti uma brisa mais forte, dessas que derrubam sempre umas 7 ou 9 folhas minhas, e sinto vontade de gargalhar, mas me interesso mais no homem de braços-balanços com um calombo no seu meio, gritando para aquela pobre árvore baixa, eu sinto pena, sim! Sinto pena dele, ela não irá responde-lo, agora que entendi para quem as perguntas eram dirigidas, ele não percebe que suas folhas já não estão mais ali? Ele não percebe que ela não balança mais? Ele poderia ter vindo antes, porque um pouco antes de ontem, alguns tempos atrás de ontem, quando já não era hoje, ela deixou cair a sua última folha com um último sussurro: “amor”.
Será que ele não percebe que ela está morta? Que seu tronco está seco e que ela já não respira? Como ele pode não sentir que não respira? Que seus galhos estão por um tris de desabar até mesmo em cima dele, e que acordar pobres pedras inocentes e joga-las na arvore baixa que já se deixou levar por uma brisa fraca nesse tempo que já fora antes, não vai adiantar absolutamente nada? Eu o invejo por ele poder gritar e eu não, apenas posso sussurrar e de onde estou ele nunca me ouvirá, eu queria gritar: “Ela não estás mais ai! Se foi! Se foi com uma brisa um pouco fraca! Faz algum tempo atrás depois de ontem! Eu não me lembro exatamente quando! Mas se foi!”.
Quando lhe vi fazer aquilo que eles sempre fazem, chove dos redondos que eles tem no rosto, uma vez dois sentaram aos meus pés e conversaram sobre como viviam, nesse dia eu aprendi quase tudo que sei, e que quando eles chovem pelos redondos que tem no rosto, não é uma coisa boa! Ele chovia e gritava: “Eu aprendi! Aprendi o que era só para respondentes árvore, porque não estou ficando louco como todos dizem a mim, eu ouvi o seu sussuro e perdoe-me por sair correndo assustado, sou apenas um pobre homem de barriga grande, que estavas cansado e quis sentar-se aos teus pés por 1 ou dois minutos antes de seguir, mas eu sei! Agora eu sei o que é e quero contar-lhe o que constatei! O amor! Pelo que li e pesquisei ele se perdeu! Sim! Perdeu-se, perdeu a sua essência original árvore, pessoas criam modos de amar pelo mundo a fora, se amam com o amor? Não saberei lhes responder, mas se o que sentem for amor, serás tão real quanto acreditar que você um dia sussurrastes aos meus ouvidos.”
Ele mais inquieto como nunca abraçou a árvore baixa e morta, foi a única vez que vi seus braços parados, quando estavam estorno dela, com seus mesmo passos largos do início ele seguiu pelo caminho estreito até sumir com seus braços a balançar.
E o tal de amor que se perdeu e que já não tem mais essência segundo aquele, que aos gritos,chovendo e desesperado,contou para a árvore morta, a encontre quando a brisa que o levou cruza-la por ai nesse mundo a fora.
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