Simplesmente...
E ele que não era calvo mas tinha poucos cabelos, sentou-se e contemplou o caminho que tinha a seguir, parou e pensou se estaria la quando chegasse porque deveria ter chegado a algum tempo atrás, no caso a trinta e sete minutos antes de o mesmo dar dois passos ate o banco que agora estava sentado, ele levantou-se, parou e pensou novamente se iria a passos largos devido ao atraso e foi, foi a passos largos que diminuíam a cada segundo que passava pelo seu caminho que atrasado percorria com duvidas então ele parou, parou e olhou para trás se perguntando então novamente se estaria lá a lhe esperar o que ele deveria ter encontrado antes e se o local que estava agora estaria do mesmo jeito que está quando ele tivesse passo por ele mais cedo, antes no caso a quarenta e dois minutos, antes dele andar em passos largos depois de sentar no banco e sentir-se cansado com a respiração ofegante por andar as pressas, então ele parou e pensou que se já estava atrasado deveria andar normalmente, ele foi, ergueu a cabeça e foi, andou uns dez passos e parou, parou olhou para um lado e para o outro pois atravessava uma avenida larga, mas nenhum pouco movimentada pois era domingo, ao chegar do outro lado da larga avenida sem movimentos ele pensou, pensou se não voltaria, se estaria dando viagem perdida e se estaria ridículo demais com a sua camisa social amassada nas costas e nas mangas longas a onde nos punhos estavam abotoadas e tinha uma pequena mancha perto do ombro esquerdo, mancha essa que parecia arder em sua pele, então ele parou, respirou fundo cinco vezes uma atrás da outra e com cautela, dando passos pequeno ele foi, foi andando pelo seu caminho que a mais ou menos uma hora ele já deveria ter percorrido todo e tirado todas as dúvidas, mas não, ele se sentia enjoado e nervoso, suas mãos suavam molhando as laterais da sua bermuda curta demais que a barra estava a cima do joelho, da onde a cor marrom ficavam mais escura por onde ele passava a mão tentando amenizar o suor, dessa vez andou mais, ele não parou, estava decidido, virou a esquerda na esquina que já conhecia o que tornava esse movimento totalmente automático, passou pela ruela que tinha o caminho de pedrinhas, mas não de brilhantes como a cantiga que ouvia para dormir quando pequeno, essas eram encardidas e cobertas de areia lixo que as pessoas com sua ma educação faziam questão que se multiplicassem ao jogar sempre as coisas no chão, quando na esquina da ruela sentiu um vento leve no rosto então ele parou, parou e pensou se seria perda de tempo se seria ridículo chegar com uma hora e vinte três minutos de atraso e com as costas suadas fazendo com que sua camisa de tecido fino grudasse as suas costas deixando partes dela a amostra, inclusive um pequeno sinal de nascença que ele pouco gostava,ele andou para lá e para cá, estava gostando daquela esquina, tinha um vento gostoso que lhe socava o rosto e ele parecia estar gostando de apanhar, pensou que talvez pudesse ficar ali para sempre sentindo essa brisa que lhe dava tanto prazer, mas não , ele parou e foi, dessa vez como se sua vida dependendo disso, foi querendo não pensar em mais nada, mas só em não querer já estava pensando, mas ele foi, foi e foi depressa, os passos largos voltaram e a respiração ofegante então parecia que ia sufoca-lo, aliás estava sufocando, ele desabotoou a camisa na parte do colarinho, mas dessa vez sem parar, não parou para nada, nem quando a mulher que vende pipoca numa das esquinas por qual ele sempre passa quando faz esse mesmo caminho para ir encontrar o que talvez nem estivesse mais lá, ela lhe acenou e ele não viu, dessa vez não iria parar para comprar uma bala para melhorar o seu mau hálito, e a mão da mulher ficou estendida no ar frustrada, enquanto ele seguia de passo firme e sem pensar, pensando em não pensar e querendo que sua camisa descolasse de suas costas, quando então a uma hora e quarente e sete minutos de atraso ele parou, em sua frente tinha apenas uma outra avenida mas não tão larga quanto a que passara alguns minutos atrás, então ele chegaria ao seu destino, mas dali a onde estava já tinha total visão do local a onde marcara então viu que não valeria a pena atravessar essa segunda avenida, ele pensou, que talvez simplesmente o caminho de volta seria mais tranquilo e que simplesmente quando passase pela esquina que tinha a brisa que tanto ele gostou, sua camisa descolasse das suas costa, já que passará de costas para a brisa, poderá então parar e cumprimentar a mulher pipoqueira e comprar a bala de hortelã de sempre, simplesmente ele estava respirando melhor, simplesmente ele tinha um sorriso no rosto, um sorriso que simplesmente desapareceria quando chegasse ao mesmo banco que deixou a algum tempo atrás que então já não importava mais o quanto exato seria, então ele poderia sentar-se no tal banco e pensar, pensar em simplesmente se levantar, enxugar as possíveis lagrimas que irão cair do seu rosto, e ir, simplesmente ir, mas dessa vez voltando...
One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.