Contos de uma Alma confusa

Tempo de leitura: 5 minutos.
Indico ler com essa Música que me inspirou durante esse texto ❤ *

Todos os dias pela manhã me encontro olhando para o teto do meu quarto, lembrando de outros invernos e de outros carnavais, onde estava em mim mesmo. Sentia da ponta dos meus pés até nos meus cabelos um falso controle de mim mesmo. Uma vontade de sair ao mundo conhecer e viver cada momento, sentir o vento tocando minha pele como uma pena toca o papel ao escrever, fluido.

Tempos incertos onde decisões eram sempre indiretas, e eu estava em uma montanha russa de sentimentos emoções, me sentia em casa, como uma criança em um playground. E como uma estalo todo esse cenário tinha desaparecido em um piscar de olhos, as mudanças eram no agora, eu era dono do meu eu e em minha frente estava um espelho onde eu via apenas minha imagem derretendo como Salvador Dali um dia retratou, porém também desaparecendo.

A Persistência da Memória — Salvador Dali

Em meu peito um buraco negro surge com um frio na barriga irritante, minhas mãos começam a suar e minha respiração ofegante me deixa sem ar. Meus pulmões se abrem e o meu eu vai se perdendo a cada inspiração, meu chão se desmorona e eu olho para o céu com um turbilhão de pensamentos apenas transmitindo ruídos. Assim lembro-me daquela força me resta e consigo respirar novamente. Penso nos bons momentos que me restam, nas ‘memórias que persistem’ .

Minha falsa sanidade me ajuda a crescer e entender que posso ter e conseguir crescer comigo mesmo, meu olhar começa a ser com ternura e carinho para o meu eu. Minha imagem no espelho se torna mais nítida e clara aos olhos, meu EU entende que sou apenas eu ali e que apenas EU posso caminhar e assim continuo por mais um dia com minha mais amada amiga, minha insanidade. Afinal o nós faz melhores é o como lidamos com nossas diferenças e aproveitamos o EU para crescer.

Procuro estar sempre evoluindo, olhando para dentro constantemente, crescendo para mim para então ir para fora. Me entendo e observo constantemente.

Deixo aqui um poema por Rudolf Steiner:

Germinam os desejos da alma
Crescem ações do querer
Amadurecem os frutos da vida.
Eu sinto meu destino,
Meu destino me encontra.
Eu sinto minha estrela,
Minha estrela me encontra.
Sinto minhas metas,
Minhas metas me encontram.
Minha Alma e o mundo são somente um.
A Vida, fica mais clara os meu redor,
A Vida, fica mais difícil para mim,
A Vida, fica mais rica para mim.
Aspire a Paz,
Viva em Paz,
Ame a Paz.

Por Felipe Comunello.

*A musica também tem aproximadamente 5 minutos :)

Like what you read? Give Felipe Comunello a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.