Te contar uma coisa: quando você não tem que se preocupar com isso tudo, o nome que a gente dá é “privilégio”, e essa é uma parada que ia ser legal que você começasse a se ligar também. E relaxa, que eu tô te falando essas coisas não é simplesmente pra jogar uma espécie de “culpa” dessas paradas em cima de você, porque eu sei que a questão é social e é maior do que você e eu enquanto indivíduos; mas é que chamar atenção pra isso é um jeito de despertar a tua sensibilidade pro fato de que a gente vive numa sociedade que é desigual até nas sutilezas — e ter essa sensibilidade é um passo fundamental pra que você possa, antes de qualquer coisa, apoiar melhor e entender melhor a importância das nossas discussões e debates em torno dessas questões. Pra não achar que a gente cobra a sociedade apenas por ser chato demais ou por problematizar demais as coisas, saca? É fundamental fazer esse exercício, que é tanto de autocrítica quanto de empatia. E sem isso, não rola.