Aspirações reais por trás das Fake News
Redação TRENDR
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Como pensar num jornalismo que consiga superar o desafio da fake News?

Em um mundo onde as tecnologias dão poder de voz para a multidão e os tradicionais canais de comunicação estão desacreditados, como prezar a imparcialidade, a verdade e o compromisso com o leitor?

Penso num jornalismo militante, mas, também, num leitor atuante.

Os veículos tradicionais e os novos canais de comunicação (leia-se redes sociais) podem se unir para compartilhar informação.

O compartilhamento de informações através das redes virtuais pode ser feito em redes reais de interação.

Exemplos: Clubes, igrejas ou empresas.

Compartilhar informações pessoalmente, em plataformas de interação pessoal gerenciadas especialmente para isso.

Porque, ao compartilhar informações, criam-se contatos e, mais, mapeiam-se essas novas constelações sociais.

Veja, por exemplo, uma notícia compartilhada sobre poluição num riacho.

Num cenário como o nosso, não demoraria e logo apareceria fake News com críticas aos movimentos ambientalistas e minimizando a gravidade do problema.

Pessoas, então, iriam se unir para discutir o tema, constituindo grupos heterogêneos.

Tais grupos conseguiram gerenciar as diferenças em prol da inovação social e novos modelos de negócios.

Um grupo de engenheiros, interagindo com populações carentes, pode pensar, por exemplo, em novas tecnologias e infraestruturas para mitigar a poluição do riacho.

Essa interação entre grupos sociais pela inovação pode significar, mais do que avanços sociais, aquecimento nas economias locais e comunitárias.

Notícias sobre tecnologias capazes de mitigar a poluição do rio acabariam desacreditando as tais fake News.

O propósito é restaurar a internet como esfera pública, aberta á comunicação.

Tais temas sociais circulando nessa esfera pública devem motivar leitores a entrar em ação.

Mais do que um jornalismo militante, precisamos do leitor militante e de locais adequados para a discussão e o engajamento.

Pode-se pensar que a vinculação de temas com temáticas sociais seja um bom motivo para reunir pessoas dispostas e treinar habilidades sociais, formar grupos, trocar informações (habilidade fundamental numa economia da inovação) e utilizar essa mesma informação.

Esse mundo carece de interação social presencial.

E mais do que interação social presencial, esse mundo precisa de uma economia produtora de trabalhos adequados para as pessoas.

E a informação pode ser uma poderosa “geradora de demanda” para aquecer a economia, porque possui o poder de aglutinar pessoas em torno de grupos de interesses.

Sim, meus amigos: A verdade libertará o mundo.

Saibamos, por fim, usar essa verdade.

E eu me disponho a pensar e escrever sobre habilidades de autoaprendizado e construção de redes sociais presenciais para construir um mercado verdadeiramente humano.

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