Por um “New Deal” Sustentável
Eduardo Rodrigues
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Prezado amigo;

Atente para esses trechos do seu texto e minhas contribuições:

O que foi essencial na criação de uma sociedade americana de classe média, já que possibilitou o aumento da renda dos americanos, através dos salários mais elevados, e reduziu a disparidade de renda entre trabalhadores que exerciam funções manuais.

Pense em como adequar os sindicados para a nova economia da informação e da tecnologia.

Imagino futuros sindicatos agindo mais como plataforma de interação, capaz de promover o encontro ao diferente. Seriam estruturas capazes de aglutinar grupos homogêneos de trabalhadores, conferindo-lhes identidade sindical e laboral.

Mesmo que, dentro desse grupo homogêneo, o grau de inovação fosse pequeno, dado a ausência de diferenças, ainda assim, possibilitaria a criação de novas tecnologias.

O ideal é pensar num sindicato capaz de mobilizar talentos inventivos para a criação e inovação dentro do ramo.

Mas, mais do que isso, sindicatos de diferentes categorias deveriam se aglutinar, promovendo o encontro entre grupos sindicalizados heterogêneos, para promoção da inovação.

Pense, por exemplo, num sindicato de arquitetos buscando inovar com novas tecnologias urbanas.

Pense, num outro exemplo, num sindicato de professores pesquisando sobre diferentes modelos de ensino.

Pense, agora, numa reunião desses dois sindicatos, dispostos a ensinar alguns tópicos de arquitetura nas escolas para avaliar a recepção do público em relação às novas reformas urbanas e revolucionando o ensino sobre a localidade das crianças.

O ideal é promover a integração dos sindicatos, a coordenação da capacidade inventiva das pessoas, a administração dos talentos dos trabalhadores para o aquecimento do mercado.

Seriam trocas de experiências e criação de novos modelos inovadores tendo em vista os direitos dos trabalhadores.

Apenas seriam levados adiante os projetos de interesse dos profissionais.

Imagino o sindicado como uma espécie de “departamento dedicado á pesquisa”.

E os patrões? Como ficam?

Pense nos sindicatos dos arquitetos e dos professores.

O lucro destinado ao patrão viria do interesse do sindicato dos arquitetos em vender tecnologias urbanas (leia-se: reformas arquitetônicas) para os colegas professores.

O lucro seria gerado, assim como troca de ideias.

Não há como dissociar a figura do trabalhador, profissional, consumidor e sindicalista.

É pensar em inovação, considerando os direitos trabalhistas e o atendimento ao consumidor.

Afinal, se uma pessoa possui seus direitos assegurados, tem seu poder aquisitivo ampliado e pode consumir.

Fábricas, sindicados, trabalhadores e… consumidores
O proposto pela ONU para o “New Deal” global do século XXI vai de encontro com as ideias keynesianas. Entretanto, não devemos nos limitar as benesses auferidas com o “New Deal” de Roosvelt, pois o sucesso no passado leva comumente ao fracasso no futuro. Acredito, em vista disso, que o Estado deve ser forte e indutor de políticas que regulam e induzam o sistema econômico, que organizações sociais devam ser participativas e que seja imperativo o sistema de tributação progressiva, entre outras medidas propostas.

Essa integração dos sindicatos, seja por categoria profissional, seja internacionalmente, pode construir uma rede de organizações eficazes para coordenar o New Deal global.

Porque só essa integração entre sindicatos poderá inovar, coordenar a criação de novas tecnologias, percebendo novas demandas, “harmonizando” direitos trabalhista, eficácia do mercado e bom atendimento ao consumidor.

Precisamos pensar num modelo estatal de indução do desenvolvimento a partir dos direitos dos sindicatos e dos trabalhadores, estes últimos, associados à figura de consumidores.

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