لعنة

Os demônios adormecidos em seus olhos

Tantas vezes me fizeram querer morrer

Preferir andar pelo vale da morte

Do que me perder nas miragens de tudo o que você nunca foi capaz de fazer

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Mas as cicatrizes de tudo o que me infiltrou

Seu veneno correndo pelo meu sangue

Deu forças para que o único azul do meu horizonte

Fosse a erosão do firmamento que pinta o céu;

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Brilhe,

Lance todo o fogo dos céus sobre mim

Que tua magia negra mais profunda me consuma;

Pois eu e teu ódio somos um só;

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Queime;

Estarei andando entre as areias do tempo

Que hão de rasgar seus olhos

Lance em mim o que há de pior em você,

A terra em mim se tornou deserto,

Pois eu e o sol somos um só.

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E pela última vez,

Tente ofuscar tudo o que acredito

Estou te destruindo, de coração

Bebendo seu veneno de cabeça erguida

Torcendo seu pescoço entre meus bonecos favoritos;

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Que a maior das sortes entre suas tragédias

Encontrem-se no nosso eterno desencontro

Pois se nossos olhares se cruzarem novamente

Eu serei a areia que arranca a sua pele

O vento que mastiga sua carne

A praga que dança entre tuas entranhas

A destruição de tudo o que você respira

Pois eu e o sol somos um só a te abandonar

Enquanto a mais escura dentre as noites

Há de chegar.

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Felipe Hansell