Retrospectiva musical (pessoal) de 2015

Segundo meu Google Play Music, esse ano eu ouvi mais músicas que no ano passado, entretanto, ouvi menos grupos/bandas/artistas. Ele fez uma lista bem interessante das mais ouvidas. Por incrível que pareça, foi o ano menos rock destes últimos 5 anos… Só por isso acho que valeu o post.

Bom, vamos lá.

  • 5º mais ouvido:

Artista: In This Moment // Album: Black Widow / Blood

“I think you ready, you want a show?
You wanna hear me? Good to go
(Eat the male, kill, eat the male)
I think you ready, you want a show?
You wanna hear me? Good to go
Love me ’til you’re dead, I will not forget
You’ll still love me dead or alive
(Dead or alive, dead or alive)
Love me ’til you’re dead, this is what you get
You’ll still love me, dead or alive
(Dead or alive, dead or alive)”

O único artista mais pesado da coleção. Começou e quase finalizou o ano. Sua sobrecarga emocional acompanhou alguns altos e baixos, contudo, seu conceito “viúva negra” encarnou em mim em vários momentos peculiares. Principalmente porque levei em conta que foi um ano onde comecei sozinho e terminei sozinho, como num ciclo de desacertos. Como uma viúva negra de fato.

  • 4º mais ouvido:

Artista: Birdeatsbaby // Album: Diversos

“Come home to me, i won’t be grateful but i will not leave your side
And i’ll be the anger you have always known it’s me
So now you’ve won, just let the water fill your lungs
I’ll watch and pray cos everybody has to die someday”

A discografia irônica, abusada, sarcástica, cheia de maldade e malícia deste grupo inglês que mistura punk, cabaré e música experimental, esteve muito presente e parece que chegou para ficar nas minhas playlists. A voz de Mishkin Fitzgerald me faz querer encarar tudo que existe de ruim dentro e fora de mim, sem medo. Definitivamente é um estilo musical que te leva ao “lado sombrio da força”.

  • 3º mais ouvido:

Artista: Joohny Hooker // Album: Vou fazer uma macumba para te amarrar, maldito!

“Meu amor me faça acreditar
Que tudo é possível
Pois eu temo que não amanheça
Se você se for
Respirando magoas de uma outra dor
Do nosso caso imoral
Desse amor, desse amor marginal
Eu vou

Pra calar o sexo mais banal
Pra virar poesia
Desse amor marginal
Eu vou…”

Um artista brasileiro na lista dos mais ouvidos. Isso é incrível, não? Não. Pelo menos não deveria… Pois bem, haja coração para ouvir a voz deste rapaz que tantas vezes tentei ir ao show, mas tantas vezes não consegui. Aliás, tive dificuldade de escutá-lo durante um tempo devido a tantos problemas relacionados às suas músicas, contudo, o talento e a voz dele são incríveis demais para serem deixados de lado. Merecido pódio.

  • 2º mais ouvido:

Artista: April Rain // Album: Diversos.

“Filming you sleep
Kissing French style
With no feelings at all.

Forgetting to love you
And you forgetting to love me back.

Restless for adventure
But too scared to go out.
Reading lots but nothing sinks in.
Adrenaline Rushing but going nowhere.

Taking but not giving.”

Outra banda que entrou para a minha discografia. Do caramba. Eles representam para mim, o segundo semestre de 2015 (apesar da banda se chamar chuva de Abril HUEHUEBR) onde eu achei que minha criatividade não tinha mais forças para continuar e essa banda de post rock com diversas músicas instrumentais e outras cheias de diálogo, me encantaram. Farão parte da minha playlist durante um bom tempo. Suas músicas são trilhas sonoras de várias histórias que fiz e desenvolvi.

  • 1º mais ouvido:

Artista: Jeff Beal // Album: OST House of Cards — S01,S02 e S03

Muito curioso a trilha sonora de uma série ser o que mais ouvi neste ano. Tudo bem que ela foi trilha sonora de várias coisas que escrevi. Fiz uma playlist somente com músicas da OST da série e não parava de ouvir. Passei várias noites escrevendo sem parar com esta playlist no repeat. Eu costumo dizer que a trilha sonora do House of cards, consegue despertar sentimentos profundos de maneira absurdamente elegante e frágil como vidro.

O legal de fazer a análise é compreender o quão “dark” foi o ano de 2015. Sem nenhuma perspectiva de luz, mas com uma profunda noção de dar passos para frente. Aliás, foi o que me forcei a fazer neste ano, continuar caminhando não importa o que acontecesse. Dane-se se estou caminhando no escuro, eu sei onde eu quero chegar.

Vamos ver o que 2016 tem, musicalmente, para me trazer.

A perspectiva é de um ano muito melhor, mas com o dobro de desafios. Pelo menos a boa música sempre estará garantida, ou não. Afinal, gosto é gosto, né?