“Milagres acontecem quando a gente vai à luta”
A coisa que mais me martela na cabeça, cada vez mais, a cada ano novo, é como pode tudo passar tão rápido. Eu já aprendi tantas vezes que dá para fazer muita coisa em um minuto e, ainda assim, deixo que se passem 365 (ou 6) dias sem ter cumprido nem metade das promessas que fiz para mim. Claro que 2013 foi um ano de crescimento, de trabalho, de aprendizado. Foi um ano em que muitas vezes eu quis andar para trás, quis ter uma máquina do tempo para desfazer erros que deixaram feridas. Mas também foi o ano em que aprendi a me arrepender de ter feito algo, aprendi para que servem as feridas. Ao mesmo tempo, foi o ano em que entrou na minha cabeça que voltar atrás não serve para nada. Que, seguindo em frente sempre, pelo caminho que se julgar certo, às vezes estradas que antigamente seguiam juntas, podem voltar a se cruzar. Em 2013 eu descobri, de verdade, o que era magoar e talvez tenha descoberto um pouco o que é amar, também.
Mas 2013 acabou, foi deixado para trás com algumas taças de espumante ontem à noite. O que querer de 2014, então?
Aos meus amigos e a mim, desejo que a gente entenda que, como diz o R.E.M., “todo mundo magoa e todo mundo chora, às vezes” e que não levemos uma “vida que não nos leva a nada”, que não levemos “muito tempo pra descobrir que não é por aí”, como diz o Humberto Gessinger. Que a gente leve o ano leve, mas que tenhamos os problemas também, as tristezas — porque, sem elas, como saberíamos diferenciar o que é bom do que é banal?
E que a gente valorize aquelas pessoas que não saíram do nosso lado — ou da nossa cabeça — nem quando já tínhamos bebido várias ontem à noite e as costuras da camiseta já pediam arrego, de tanto comer.
Fiz questão de passar a virada com uma camiseta que, além de preta, tinha escrito na frente “Milagres acontecem quando a gente vai à luta”. E é nisso que acredito. A mágica está em ti, não nas lentilhas, nas ondas, nas cores de calcinha.
Se eu for desejar alguma coisa a quem chegou até aqui, vai ser “VIVA”, dê o teu melhor em cada coisa que ama e AME. Te desejo amor e alegrias — porque, na minha opinião, a saúde tem mais a ver com estar feliz do que com o agrotóxico do tomate — e força para correr atrás do que quer, mudando o caminho se preciso for.
“Desperta em nós
nova aurora ao coração!
E ensina a perder… medo!
Alcança a voz!
Acordar de prontidão!
Anunciar!
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