Está escuro novamente, mas não é dia. Já passaram as horas que deveriam ter sido gastas com sono. Agora só há matemática cansativa sobre quanto tempo ainda há para se dormir, sabendo de auto-conhecimento que não se dorme ao se deitar. Muitas vezes me esqueço e deito com os óculos no rosto, não percebo até tentar me virar, aí sim, aí tento abrir o olho e ver melhor o escuro, me esforço em subtrair dele a menor substância, algo tão genuíno que não se dá o prazer da luz. Acho que o encontrei.

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