Quando queremos propagar nossas ideias

Felipe Lorente
Jul 27, 2017 · 3 min read
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Em algum momento da nossa vida adquirimos conhecimento, experiência, erros e acertos que nos inspiram e nos desafiam a compartilhar isso com mais pessoas. E quando decidimos colocar essas ideias pra fora, logo vem uma série de dúvidas sobre como fazer. Os casos mais comuns são: 1. Desistir porque temos medo ou receio que vai ficar uma porcaria ou que seremos ridicularizados ou julgados. 2. Sair fazendo um monte de coisas e depois descobre que muitas dessas escolhas não foram boas, não serviram para alcançar seu público ou simplesmente não tiveram o aproveitamento que gostaríamos. 3. Dá tudo certo, você vira um “influencer” e ganha milhões com seu canal no Youtube ou escreve um best-seller.

No caso das opções 1 e 2 (e talvez da 3), gostaria de provocar uma reflexão, a mesma que tive ao escrever este texto. Qual a razão que nos move a fazer isso (propósito)? Para que estamos criando (público)? Onde é que deve ser disponibilizado pra que seja visto (plataforma de comunicação)?

Quanto mais claro esses três pontos estiverem mais chances de dar certo terá nossa iniciativa. Ou melhor, mais pessoas interessadas no que você tem a dizer receberão sua mensagem (me lembra muito as primeiras aulas da faculdade de comunicação).

É claro, que nem sempre temos domínio sobre as técnicas para definição de propósito, ou sabemos exatamente qual é o nosso target ou até mesmo nem conhecemos a fundo os diversos canais de comunicação possíveis. Mas, mesmo assim, vale a pena gastar um tempinho nessa pesquisa e planejamento. Sem deixar que isso nos desmotive a realizar e materializar nosso desejo.

Sobre o propósito, este é o princípio do autoconhecimento, uma pergunta tão complexa que muitas vezes evitamos fazer pois não sabemos respondê-la. Então, para facilitar, podemos começar respondendo duas questões: o que eu faço de melhor e qual é o meu objetivo com essa iniciativa. Se ambos estiverem alinhados e bem definidos, ótimo, temos um caminho a seguir.

“No meu caso: eu sou um facilitador de projetos de comunicação, ajudo a criar oportunidades para veículos e marcas conversarem com seu público. E o meu objetivo com este texto é dividir o conhecimento que adquiri nesses anos de vida profissional.”

Sobre o público, é importante saber pra quem você está criando, seja um texto, um vídeo, um som. Precisamos nos colocar no lugar de quem lê/assiste/ouve. Ele é jovem e antenado? Ou ele é maduro e tradicional? Tudo isso vai traçar um perfil de quem queremos “atingir” e automaticamente levar a próxima questão. Essa pessoa gosta de redes sociais, quais? Blogs, sites de textos (como o Medium), podcasts, enfim, hoje em dia com a internet as possibilidades são inúmeras e interconectáveis. Obviamente a internet não é a única opção, mas certamente a mais democrática, barata e com capacidade de viralização incrível.

“Meu público é você, aliás, que também se interessa em colocar suas ideias na rua, mas tem um pezinho atrás. Que gostaria de compartilhar seu conhecimento, contribuir para a sociedade, vendo nisso uma oportunidade de receber o que todos queremos: um like, uma demonstração de empatia, um vigoroso emoji com sorriso de aprovação.”

Agora que você sabe o que e pra quem está fazendo isso é hora de colocar a mão na massa. Entender as opções existentes e experimentá-las pode ser a parte mais divertida e desafiadora do processo. Alguém aí já tentou criar um blog? E uma fan page no Facebook (não confundir com perfil pessoal)? Se ainda está inseguro, como eu, e quer começar a escrever que tal utilizar o Medium? Para cada conteúdo e público existe uma plataforma, um canal, uma rede esperando.

É assim que a gente começa — errando. E talvez acertemos. Só não podemos deixar de tentar. (é clichê, mas é pura verdade)

Fui inspirado por companheiros de uma comunidade muito especial chamada The Tribe. Digital Knowmads, criada por Max Nolan Shen. No currículo fiz Comunicação (Rádio e TV) na Universidade Metodista (2001) e Pós-Graduação em Gestão de Marketing e Comunicação na ECA-USP (2011). Atualmente trabalho no grupo de canais de TV, Box Brazil e passei por alguns veículos como Elemidia, MTV, Grupo Jaime Câmara, Rede Bahia, TV Bandeirantes, Rádio Metropolitana, Transamerica e a saudosa Musical FM.